
Os operários do COMPERJ estão em forte luta contra a exploração à qual estão submetidos. Vários deles foram ou demitidos ou tiveram parte de seus salários diminuídos/cortados.

Os operários do COMPERJ estão em forte luta contra a exploração à qual estão submetidos. Vários deles foram ou demitidos ou tiveram parte de seus salários diminuídos/cortados.
Elizabeth Teixeira foi uma das mulheres mais importantes para a luta camponesa do Brasil, no século XX. Era esposa de João Pedro Teixeira, que lutou ao lado do camarada João Alfredo Dias (PB), líder camponês conhecido como “Nego Fubá”, sapateiro e ex-vereador do PCB que foi assassinado pela repressão em 07 de setembro de 1964. Assim como João Alfredo, João Pedro Teixeira também foi assassinado pela ditadura. Essa saga foi contada no filme “Cabra marcado para morrer” do cineasta Eduardo Coutinho.
Zuleide Faria de Melo, professora de Marxismo
por Miguel Urbano Rodrigues
O papel dos intelectuais comunistas na transmissão do pensamento de Marx é muito importante. Zuleide Faria de Melo cumpre esse papel de forma singular, demonstrando que o grande revolucionário
«ajuda a pensar a realidade do mundo [de hoje], a realidade humana, como pensamos o mundo, atuamos no mundo e o reinterpretamos».
“Segurança nacional” e anticomunismo – a ditadura militar e a repressão ao PCB
Muniz Ferreira (historiador e membro do Comitê Central do PCB)
De acordo com o historiador britânico Eric J. Hobsbawm, o século XX se desenvolveu à sombra do embate econômico, político e ideológico que contrapôs as forças do capitalismo ocidental e o sistema soviético.
Ainda segundo aquele autor, tal contraposição balizou os próprios limites inicial e conclusivo do século e diferenciou sua extensão cronológica de sua delimitação propriamente histórica1. Versão
Artigo de autoria do João Saldanha (que será homenageado no VII Congresso Nacional da UJC) e que foi originalmente publicado no jornal Classe Operária, em dezembro de 1948.
Os “Formigas de asas”
“Formigas de asa” são esses milhares de pequenos clubes, também chamados independentes, que aparecem e desaparecem dum dia para o outro.
São clubes fundados nos cafés, nos locais de trabalho e nas esquinas dos bairros e subúrbios ai pelo Brasil afora. A razão disto, é que tais dificuldades
encontradas por estas pequenas agremiações muito poucas são as que conseguem se manter, e assim mesmo raramente por mais de um ano.
Mas a causa principal, a fundamental, é a falta de campos ou praças de esportes, mesmo aquelas mais precárias que não passam de um terreno e duas balizas,
onde os “cracks” das “peladas” possam exibir suas qualidades.
Para que se tenha uma idéia do que representa êste problema, vamos narrar um fato verídico que se passou há pouco mais de um ano na Capital da República:
O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO
(Vinícius de Moraes)
Rio de Janeiro , 1959
E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os
reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem
quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Prezadxs,
Após a divulgação de relevantes pensadores marxistas – Astrojildo Pereira, Caio Prado Jr., Florestan Fernandes, Jacob Gorender, Nelson Werneck Sodré e outros -, marxismo21 publica em sua página inicial um dossiê sobre a trajetória teórica e política de OCTAVIO BRANDÃO – pioneiro e inovador marxista brasileiro. Brandão foi um dos primeiros autores comunistas no Brasil que levantou a bandeira da reforma agrária.
Ensaios e artigos do autor – alguns digitalizados especialmente para o blog – e textos sobre a obra do autor constam deste dossiê.
http://marxismo21.org/octavio-brandao/
Editoria
João Márcio Mendes Pereira
Paulo Alentejano
Resumo: O artigo analisa as lutas sociais e políticas que têm configurado as relações de poder no campo brasileiro e discute os principais contornos e termos da questão agrária no país ao longo das últimas cinco décadas. A ênfase recai sobre os processos organizativos, a dinâmica da correlação de forças na sociedade civil e as ações do Estado brasileiro para conservar ou transformar a estrutura agrária e a agricultura.
Palavras-chave: Questão agrária; Estado; Agronegócio; Movimentos Sociais; Reforma agrária.
Não há ameaça mais séria à democracia do que desconhecer os direitos do
povo; não há ameaça mais séria à democracia do que tentar estrangular a voz
do povo e de seus legítimos líderes, fazendo calar as suas mais sentidas
reivindicações. Estaríamos, sim, ameaçando o regime se nos mostrássemos
surdos aos reclamos da Nação, que de norte a sul, de leste a oeste, levanta o
seu grande clamor pelas reformas de estrutura, sobretudo pela reforma
agrária, que será como complemento da abolição do cativeiro para dezenas de
milhões de brasileiros que vegetam no interior, em revoltantes condições de
miséria.
Milton Pinheiro[1]
Recentemente uma equipe do ministério público federal descobriu, na casa do tenente-coronel Paulo Malhães, documentos e relatórios de uma operação do Centro de Informações do Exército (CIE) para perseguir militantes políticos nas fronteiras do sul do Brasil.
Esse material, da “Operação gringo”, data de 31 de dezembro de 1979 e traz algo que reitera uma antiga prática dos governos militares: a destruição do PCB como “inimigo” a ser mais uma vez combatido diante da perspectiva da transição política da ditadura para a democracia tutelada e, ao mesmo tempo, a justificativa para manter os aparelhos de repressão.
A historiografia já confirmou, com farta documentação, que o PCB, mesmo não fazendo o enfrentamento armado à ditadura, foi sempre considerado um inimigo a ser massacrado. Logo no começo do regime militar, em 1964, de abril a novembro, foram presos, torturados e assassinados oito militantes do partido. Em 1965 foram assassinados dois militantes comunistas e em 1969, mais um. Já em 1971, os órgãos de repressão do regime consumaram a morte de três comunistas. Em 1972, foram mortos pela repressão dois militantes e logo no começo de 1973, mais um.
RELATÓRIO APRESENTADO PELA COMISSÃO DA VERDADE EM MINAS GERAIS SOBRE O DESAPARECIMENTO DO CAMARADA NESTOR VERA.
Pelo direito à Memória, à Verdade e à Justiça! Punição para os responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar!
NESTOR VERA – Nestor Vera era de origem camponesa e nasceu no dia 19/07/1915, em Ribeirão Preto, São Paulo. Filho de Pilar Velasques e Manoel Vera, casou-se em 1938 com Maria Miguel Dias, com quem tinha cinco filhos. Foi secretário-geral da União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil (ULTAB) e tesoureiro da primeira diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, entidade sindical fundada em dezembro de 1963 e que tinha como presidente Lindolpho Silva, também integrante do PCB.
Foi um dos organizadores do congresso camponês realizado em Belo Horizonte, em 1961, integrando nesse encontro a comissão sobre reforma agrária, ao lado de Francisco Julião, Armênio Guedes, Dinarco Reis e Alberto Passos Guimarães. Dessa comissão saiu o documento “Declaração do I Congresso Nacional dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas”, sobre o caráter da reforma agrária no Brasil. Trabalhou também como jornalista, sendo responsável pelo jornal Terra Livre, que o PCB lançou em 1949, cujo tema central era o movimento camponês.