MARX CONTRA A OPRESSÃO DAS MULHERES

MARX CONTRA A OPRESSÃO DAS MULHERES

Por Michael Löwy

Com efeito, Sobre o suicídio de Marx é uma das mais poderosas peças de acusação à opressão contra as mulheres já publicadas. Três dos quatro casos de suicídio mencionados nos extratos se referem a mulheres vítimas do patriarcado ou, nas palavras de Marx, da tirania familiar, uma forma de poder arbitrário que não foi derrubada pela Revolução Francesa (Somente uma das quatro histórias de suicídio selecionadas por Marx concerne a um homem – um desempregado, ex-membro da Guarda Real). Entre elas, duas são mulheres “burguesas” e a outra, de origem popular, filha de um alfaiate. Mas o destino delas fora selado mais pelo seu gênero do que por sua classe social.

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Dinarco Reis Filho, membro do Comitê Central do PCB e presidente da Fundação Dinarco Reis, participa da abertura do Curso Popular Dirce Machado

Dinarco Reis Filho, membro do Comitê Central do PCB e presidente da Fundação Dinarco Reis, participa da abertura do Curso Popular Dirce Machado, atividade de extensão criada por professores e estudantes universitários de Goiás. Em entrevista para o Diário da Manhã, relatou que seu pai Dinarco Reis, um dos mais destacados dirigentes da história do PCB, foi responsável pelo Setor Camponês do Partido e executava missões especiais. Uma delas ocorreu justamente no norte do Estado de Goiás, atraves do movimento que ficou conhecido como a “Revolta de Trombas e Formoso”, cuja principal liderança era o camponês José Porfírio de Sousa, de linhagem comunista e que, preso em 1973, em Goiânia, durante a ditadura, desapareceu e nunca mais foi visto. Os seus restos mortais nunca foram entregues à sua família. Porfírio integra lista oficial dos desaparecidos políticos elaborada pelo Projeto Brasil: Nunca Mais.

Ele atuou em Trombas e Formoso e na rebelião de Porecatu, em que os camponeses foram vitoriosos.

Dirce Machado, homenageada pelo curso oferecido a estudantes de origem popular, também participou do movimento camponês insurgente.

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ARQUIVOS DA REPRESSÃO

O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro reúne os documentos das antigas delegacias de polícia política do Rio de Janeiro – DESPS (1933-1945), DPS (1945-1962), DOPS-RJ, DOPS-GB (1962-1975), DGIE (1975-1982). A polícia política teve como atribuição controlar as atividades dos movimentos sociais e a fiscalização das entidades trabalhistas e associativas, constituindo-se em aparelho de repressão política. O acervo reúne documentos ricos para a história política do Brasil entre os anos de 1910 e de 1980, dentre os quais várias peças de propaganda produzidas pelo PCB.

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Dossiê Marxismo e Cultura

A problemática da produção cultural sob a perspectiva da teoria marxista é objeto deste novo dossiê. “Marxismo e Cultura” buscou reunir e organizar a produção marxista nacional e estrangeira disponível na internet e em português sobre cinema, teatro, literatura, música e arquitetura. A pesquisa resultou numa listagem de mais de 80 autores e duas centenas de trabalhos, entre artigos, capítulos de livros, obras na íntegra, entrevistas impressas e vídeos. Somos gratos a Emiliano César de Almeida, pesquisador do IFCH, Unicamp, pela organização deste valioso e alentado dossiê.

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“Que ninguém tenha dúvidas: nosso propósito é o socialismo”

(Entrevista do Comandante das FARC, Iván Márquez, em Cuba)

Por Carlos Aznárez (de Havana, Cuba), Resumen Latinoamericano, 25 de fevereiro de 2015.- A Resumen Latinoamericano dialogou, em fins de fevereiro, em Havana com o Comandante das FARC-EP, Iván Márquez, que preside a Delegação guerrilheira na Mesa de Negociações com o governo colombiano.

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PCB não participa de atos governistas

Está sendo convocado, na internet, para o dia 13 de março, um conjunto de atos públicos, com extensa pauta. Entre as diversas entidades e partidos políticos que assinam a convocação, na versão que vem sendo veiculada, consta, ao lado do PT e outras agremiações que se situam no campo governista, o Partido Comunista Brasileiro.

Nesse sentido, a Comissão Política Nacional do PCB vem a público comunicar que o partido não participará desse ato e, portanto, não autoriza a inclusão de nossa sigla na lista de entidades promotoras.

Nos próximos dias estaremos divulgando uma nota política sobre as razões de nossa não participação nesses atos e sobre os temas neles referidos.

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Hegemonia Política no Brasil sob o Governo Rousseff, por Aldo Duran Gil e Gustavo Cintra.

Em artigo que analisa a construção da hegemonia durante os governos do PT, Aldo Duran Gil, Prof. de Sociologia e Ciência Política na Universidade Federal de Uberlândia-MG, militante comunista e  Gustavo dos Santos Cintra Lima  Secretário Político da Célula do PCB em Uberlândia-MG, afirmam que tais governos teriam concretizado, através da política de Estado, a hegemonia política de um grupo capitalista plurifracional: o grande capital bancário interno, sem deixar de considerar completamente outros interesses de fração como os da burguesia industrial exportadora e do agronegócio. Segundo Gustavo, os processos eleitorais, desde 2002, acabaram se tornando palco de intensas disputas envolvendo os interesses dessas frações da burguesia, as quais, de forma alguma, apontam para a ruptura com a ordem capitalista vigente, muito pelo contrário.

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