Certa vez Walter Benjamim afirmou se perdêssemos a batalha, nem os mortos estariam seguros.
Walter benjamim compreendia, como um bom marxista que era, que a história é a história dos que a puderam contar.
Certa vez Walter Benjamim afirmou se perdêssemos a batalha, nem os mortos estariam seguros.
Walter benjamim compreendia, como um bom marxista que era, que a história é a história dos que a puderam contar.
O Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça apresenta fragmentos de documentos produzidos pelos agentes da ditadura na Operação Radar, criada pelo DOI-CODI para desarticular o jornal Voz Operária e dizimar a direção nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) na década de 1970.
Homenageando FLORESTAN FERNANDES – falecido em 10 de agosto de 1995 – marxismo21 publica um novo e extenso dossiê sobre a produção teórica e a trajetória deste pensador.
Obras de Florestan (livros, artigos, entrevistas, vídeos) e artigos/trabalhos acadêmicos (teses e dissertações) sobre o autor permitem conhecer a fecunda, qualificada e diversificada produção intelectual do saudoso pensador marxista radical.
http://marxismo21.org/florestan-fernandes/
Editores
Vinte anos sem Florestan
Heloísa Fernandes
Após vinte anos da morte do meu pai, Florestan Fernandes, fica para nós, da família, a lembrança da sua presença carinhosa, alegre, solidária. Para nós, brasileiras e brasileiros, fica sua lição de vida. Lição das lutas do menino que enfrentou tantas exclusões reservadas aos pobres do nosso país.
No dia 13 de agosto, a Livraria Antonio Gramsci convida a todos para uma programação dupla.
A primeira acontece às 14h, com uma super entrevista ao vivo pela internet sobre a ditadura militar com Dinarco Reis Filho, membro do PCB, para o programa “Quintas Resistentes”.
A segunda programação da Livraria Gramsci será às 18:30 horas, com o lançamento do livro “Revolucionários sem rosto – Uma história de Ação Popular”, de Otto Filgueiras. Esse lançamento será no Auditório do Sindicato dos jornalistas-RJ, que fica na rua Evaristo da Veiga, 16 – Cinelândia.
Chris Hedges
A fase final do capitalismo, escreveu Marx, seria marcada por desenvolvimentos que, para a maior parte de nós, são hoje familiares. Incapaz de se expandir e gerar lucros ao nível do passado, o sistema capitalista começaria a consumir as estruturas que o têm sustentado.
Chris Hedges juntou-se aos professores Richard Wolff e Gail Dines no Left Forum na cidade de Nova Iorque para discutirem porquê Karl Marx é fundamental numa época em que o capitalismo global está em colapso. Junta-se o comentário feito por Hedges na abertura da discussão.
Matéria do jornalista Renato Dias, do Diário da Manhã, de Goiânia, lembra o assassinato de Elson Costa, membro do Comitê Central do PCB que foi preso, torturado e morto pelo DOI-CODI, principal órgão de repressão da ditadura, em janeiro de 1975. 40 anos após sua morte, seu corpo nunca foi encontrado. Elson ajudou a organizar o Partido em diversas cidades: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Niterói, Campo Grande, Recife, Curitiba e São Paulo. Era o Secretário Nacional de Agitação e Propaganda (AGIT-PROP), tendo sido responsável pela gráfica clandestina de São Paulo onde era impresso o jornal “Voz Operária “, gráfica que foi invadida e destruída pela repressão em 13/01/1973.

por Patrício Freitas e Jones Manoel (militantes da UJC e PCB).
“Nos anos oitocentos um espectro rondava a Europa. As condições precárias da classe
trabalhadora confirmavam a tese de que as revoluções burguesas não poderiam ser
suficientes para acabar com a miséria e opressão sobre toda população. Com a
revolução industrial, mesmo com o grande avanço das forças produtivas, os homens e
mulheres que produziam as riquezas continuavam privados delas. Essa forma ainda
embrionária, fantasmagórica, que aterrorizava os senhores burgueses ganhou força e os
trabalhadores se organizaram por todo o mundo, revoltas e revoluções marcaram a
história do movimento operário, e o espectro se materializava pouco a pouco..”
Clique para ler o texto na íntegra:

“Muitas organizações de esquerda apresentam a auditoria da dívida pública como uma das principais lutas dos trabalhadores contra a burguesia. Essas organizações entendem que os pagamentos dos juros e as amortizações efetuadas pelo Estado são uma das formas mais perversas de a burguesia se apropriar do fundo público, principalmente em momentos de crise do processo de acumulação do capital, e, com isso, impõe ao Estado o fim, ou a redução, das políticas públicas voltadas à assistência da população.”
Sofia Manzano é economista e professora do Departamento de Ciências Sociais Aplicada da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), autora do livro Economia Política para Trabalhadores (São Paulo: ICP, 2013) e Membro do Comitê Central do PCB.
“Nomes no obelisco”, de D. Valovoi e G. Lapchiná
Há uns vinte anos, dois jovens – Dmitri Valovoi e Guenrieta Lapchiná – ao passearem no Jardim de Alexandre, do Kremlin de Moscovo, ficaram interessados nos nomes gravados na pedra de um obelisco. Não foi nada fácil encontrar informação completa sobre cada pessoa ali referida. Assim, as pesquisas minuciosas converteram-se num trabalho científico profundo, que culminou com a publicação de um livro editado, em 1980, em língua russa e, mais tarde, em inglês. Dmitri Volovoi é doutor em Economia e publicista, colaborador do jornal Pravda. Guenrieta Lapchiná é economista.
Deste livro publicaremos, inicialmente, a biografia de Friedrich Engels.