[CURSO] – Antonio Gramsci – Prof. Dr. Fabio Frosini, da Universidade de Urbino, Itália.

[CURSO] – Antonio Gramsci – Prof. Dr. Fabio Frosini, da Universidade de Urbino, Itália.

O Prof. Dr. Fabio Frosini é professor pesquisador do departamento de Filosofia na Universidade de Urbino, na Itália. Desde sua fundação (em 2004) faz parte do Direttivo del Centro interuniversitario di ricerca per gli studi gramsciani, sediado em Bari e também é integrante da équipe de trabalho que organiza a nova edição dos Cadernos do cárcere. Desde 2008, Frosini è membro do Comité científico da Fondazione Istituto Gramsci de Roma. Entre as suas publicações sobre o revolucionário italiano, destacam-se: Gramsci e la filosofia. Saggio sui «Quaderni del carcere». Roma: Carocci, 2003; Da Gramsci a Marx. Ideologia, verità e politica. Roma: DeriveApprodi, 2009; La religione dell’uomo moderno. Politica e verità nei «Quaderni del carcere» di Antonio Gramsci. Roma: Carocci, 2010.

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40 ANOS SEM VLADO HERZOG: O PCB NA LUTA CONTRA A DITADURA

No último dia 21 de outubro, a sede nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) abrigou atividade organizada pela Fundação Dinarco Reis em memória do assassinato de Vlado Herzog, jornalista e militante do PCB barbaramente torturado e morto nas dependências do DOI-CODI de São Paulo, em 25 de outubro de 1975. A mesa redonda contou com a participação dos dirigentes nacionais do PCB Muniz Ferreira, Ricardo Costa e Paulo de Oliveira, que expuseram suas considerações acerca do processo histórico em que se deu a implantação da ditadura após o golpe de Estado de 1964 e a ofensiva da repressão ao PCB, intensificada nos anos de 1974 e 1975, com a chamada Operação Radar.

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Orlando Bonfim Junior, Presente!

Memórias de um tempo muito ruim…

Por José Geraldo da Costa

Há 40 anos: Membro da Executiva Nacional do PCB e editor-chefe do clandestino Voz Operária, Orlando Bonfim Junior foi sequestrado em Vila Isabel, em outubro de 1975. Saltou do carro na Barão de Bom Retiro, na altura do Parque Viveiros de Vila Isabel (o antigo zoológico) e pediu que Puã, seu caseiro e motorista, com cuja família morava, o esperasse na Rua Teodoro da Silva, na altura do Hospital Pedro Ernesto, da Faculdade de Medicina da UERJ. Não apareceu na hora marcada. Ele havia advertido Puã, genro dos irmãos Jaime (outro desaparecido) e Nilson Miranda, que poderia ser preso e pediu-lhe para que, caso não aparecesse, Dedé, o motorista do Giocondo Dias, com quem teria um ponto no dia seguinte, fosse avisado imediatamente, o que foi feito. A seguir, Puã retirou a família de casa e se mudou para Xerém, segundo ele próprio me relatou.

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40 ANOS DEPOIS: O MASSACRE DO PCB E A TRANSIÇÃO PARA A DEMOCRACIA BURGUESA NO BRASIL

O golpe de 1964 não foi um mero golpe militar. Resultou de uma articulação dos setores mais dinâmicos da burguesia brasileira com os grupos conservadores, com vistas à repressão ao ascendente movimento popular e para garantir o pleno desenvolvimento do capitalismo monopolista no país. Prova dessa articulação foi a Operação Bandeirantes (Oban), nascida em São Paulo com financiamento de grandes empresas brasileiras e estrangeiras. O aparelho repressivo virou DOI/CODI (Destacamento de Operações e Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) e, sob o comando direto do Ministro do Exército, unificou as ações das Forças Armadas, de delegacias estaduais e das polícias militares no combate àqueles que resistiam à ditadura.

Tratava-se de uma máquina de matar. Uma a uma, as organizações que optaram pela luta armada foram sendo aniquiladas, através de um trabalho profissional de perseguição aos militantes, infiltração nos grupos de esquerda, tortura e morte. Em seguida, deu-se a ofensiva contra o PCB, que passou a ser visto como inimigo maior do regime, pelo entendimento de que o Partido, com seu histórico de lutas e influência no movimento sindical e popular, tinha ramificações em vários setores da sociedade, inclusive na imprensa e no MDB, que adotava postura mais oposicionista. A linha adotada pelo PCB, de investir na luta pelas liberdades democráticas e na retomada do movimento de massas, era percebida, pelos órgãos de repressão, como a mais “inteligente” e perigosa, pois capaz de influir em futuras transformações políticas no país.

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As Ligas Camponesas na região do Triângulo Mineiro

Bacharel e licenciado em História pela Universidade Federal de Uberlândia, o Professor Luciano Patrice Garcia Lepera, apresentou no XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, em 2007, importante trabalho sobre as Ligas Camponesas na região do Triângulo Mineiro, destacando o trabalho realizado pelos militantes do PCB no breve período de legalidade vivida pelo Partido de 1945 a 1947 e nos anos seguintes. Foram as primeiras Ligas de que se têm notícias no Brasil, precedidas apenas pela de Dumont, região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, fundada em 1945 também sob a liderança dos comunistas. Trata-se de fundamental estudo para se aprofundar o conhecimento acerca das ainda pouco pesquisadas lutas pela terra no Brasil.

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O Poder Popular em Cuba

Entrevista com Jesus Brigos, do Instituto de Filosofia de Cuba

Nos dias 27 a 29 de março de 2015, aconteceu o V Seminário da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, no Rio de Janeiro. Um dos convidados internacionais foi o pesquisador cubano Jesus Pastor Garcia Brigos, do Instituto de Filosofia de Cuba. Entrevistado por Wladimir Nunes Pinheiro, do Comitê Central do PCB, entre outros assuntos, falou sobre o sistema político cubano.

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Redução da Maioridade Penal: Punir os pobres e acumular capital

Redução da Maioridade Penal: Punir os pobres e acumular capital.

por Thiago Sardinha Santos, professor de geografia, educador popular e militante da célula de professores do PCB – Partido Comunista Brasileiro – no RJ.

“A criminalização dos pobres intitulados como “inimigos” , quase sempre, são negros e moradores da favela, eles formam as “classes perigosas”. Diante disso, “nessa guerra”, a identificação do inimigo obedece a critérios  geográficos, sociais, raciais, que impõem as camadas miseráveis da população a triste generalização de pobreza, raça e crime.”

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