
6° módulo do Curso de Teoria Política Marxista
Crise, conservadorismo e Universidade.

Seminário HISTORIOGRAFIA MARXISTA EM MOVIMENTO
II Seminário Aberto de Formação da Base de Trabalhadores de Educação do PCB-SP
27 de Junho de 2015
PROGRAMAÇÃO:
Blog da Boitempo
Entrevista especial com István Mészáros.
No contexto do lançamento de seu novo livro, A montanha que devemos conquistar: reflexões acerca do Estado, o filósofo marxista húngaro István Mészáros concedeu uma longa entrevista a Leonardo Cazes para o jornal O Globo, em que discutia alguns aspectos centrais da obra, como sua concepção de Estado, de democracia e da crise estrutural do capital, à luz de alguns dos protestos e mobilizações políticas que vêm se alastrando mundo afora. O resultado foi publicado parcialmente em fevereiro deste ano na matéria “Filósofo István Mészáros analisa ascenção de novos partidos na Europa como Syriza e Podemos“.
A material completo, contudo, supera em mais de três vezes o espaço disponibilizado pelo jornal. A pedido do autor, o Blog da Boitempo publica agora a versão integral da entrevista, enviada a nós diretamente pelo jornalista e revisada pelo tradutor Nélio Schneider. Também a pedido de Mészáros, a entrevista deve se somar ao apêndice das próximas edições ampliadas de A montanha que devemos conquistar: reflexões acerca do Estado. Confira aqui a versão em inglês da entrevista, e abaixo a versão em português:
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Jacinta Passos, nascida no ano da eclosão da Primeira Guerra Mundial, educada em tradicional família do interior da Bahia, segundo princípios rígidos da Igreja Católica, rompeu os limites impostos por sua época e fez da poesia uma arma a serviço de sua militância em favor da justiça, da liberdade e do amor livre. Como jornalista, foi uma das raras mulheres da Bahia a expressar abertamente suas opiniões no início da década de 1940. Feminista, entendia que as mulheres só seriam donas de seus destinos quando toda a sociedade se transformasse, mas compreendia também que elas tinham projetos, necessidades e desejos específicos, relativos às suas relações com os homens. Jacinta ingressou oficialmente no Partido Comunista Brasileiro em 1945, nele permanecendo até morrer, em 1973. Foi militante em tempo integral, renunciando a quaisquer comodidades ou benefícios pessoais em nome das causas que defendia. Organizada por sua filha, Janaína Amado, a presente edição contém a poesia completa de Jacinta e ainda a sua prosa, composta de artigos para jornal, nunca publicados em livro.
O trabalho de Heber Ricardo da Silva trata dos posicionamentos da grande imprensa sobre o processo de democratização nacional, ocorrido a partir do início de 1945, e da cassação do PCB, ocorrida em maio de 1947, e de seus mandatos, em janeiro de 1948, atos que macularam os princípios democráticos defendidos pelas folhas pesquisadas. Objetivou, ainda, historiar as transformações técnicas, organizacionais e profissionais vivenciadas pelo campo jornalístico brasileiro, sobretudo a partir de meados da década de 1940, as quais fizeram parte de um intenso processo de mudanças decorrentes do aprofundamento da concorrência capitalista no país e da influência exercida pelo jornalismo norte-americano. No momento em que a notícia ganhava contornos mais nítidos de mercadoria e a imprensa vivenciava etapas no seu processo de profissionalização, os grandes jornais brasileiros não tiveram escrúpulos para abordar de forma aparentemente contraditória a conjuntura política nacional, ao defender abstratamente valores democráticos e liberais, ao mesmo tempo em que apoiavam a cassação do PCB, à medida em que avançava a Guerra Fria.
Nascido no Rio Grande do Sul em 03 de julho de 1917 – justo no ano da Revolução Bolchevique na Rússia, a Revolução Socialista que mudaria a história da humanidade e influenciaria diretamente a vida deste incrível personagem que foi “João Sem Medo”.

Trombas e Formoso: o triunfo camponês
Valter Waladares, participante da guerrilha
Entrevista concedida a Ana Lúcia Nunes de Sousa, jornalista e professora da Universidade Federal de Goiás
Em meados da década de 50, o meio-norte do estado de Goiás — hoje extremo norte, devido à divisão do estado — foi o palco de uma das mais importantes lutas camponesas do país, episódio conhecido como A guerrilha de Trombas e Formoso. Leia mais
PAULO NUNES BATISTA, nascido em 1924, é poeta e escritor paraibano radicado em Anápolis, Goiás. Editou 11 livros, sendo nove de poesia, um de ensaio e um de contos, além de mais de 150 folhetos como cordelista. É membro da Academia Goiana de Letras e de outras instituições culturais. Paulo Nunes Batista adotou, em seus versos de cordel, vários pseudônimos, como o de “Pau Brasil”, com o fim de livrar-se da perseguição policial que, em todo o Brasil, movia-se contra os comunistas. No poema “Formoso, memórias de uma luta”, homenageia os camponeses que organizaram a guerrilha contra o latifúndio ao norte do Estado de Goiás em meados da década de 1950.
Formoso Memórias de uma Luta
O Trotsky de Padura, Danton e a Revolução
por Miguel Urbano Rodrigues
O mais recente livro do escritor cubano Leonardo Padura tem sido largamente promovido, com numerosas edições em castelhano, português e outras línguas. O jornal Público consagrou três páginas ao livro e ao autor. O livro tem valor literário. Mas o que obviamente justifica este entusiasmo é que o autor abomina – é a palavra – o socialismo e o comunismo. Embora não o afirme explicitamente nos seus livros, põe os seus personagens a falar por si.