Intelectuais negros no PCB

Robson de Sousa Moraes – militante do PCB de Goiás

Este ensaio demostra que a presença de intelectuais negros nas fileiras do PCB, a partir de diferentes experiências, sindical, produção artística, etnográficas, introduziu fissuras e deslocamentos teóricos decisivos. Estes militantes tencionaram a ortodoxia partidária, propondo interpretações nas quais o racismo aparecia como elemento constitutivo da formação capitalista brasileira. Suas trajetórias demonstram que a crítica ao capitalismo no Brasil não poderia ser plenamente compreendida sem considerar a dimensão racial da exploração e da desigualdade.

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O marxismo de Astrojildo Pereira, fundador do Partido Comunista do Brasil (PCB)

Gráfico, jornalista, ensaísta e crítico literário, foi fundador e dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCB), destacando-se como divulgador do comunismo e por contribuir para a formulação de uma das primeiras interpretações marxistas da realidade brasileira

Por John Kennedy Ferreira e Felipe Santos DevezaDicionário Marxista da América

PEREIRA Duarte Silva, Astrojildo (brasileiro; Rio Bonito/RJ, 1890 – Rio de Janeiro/RJ, 1965)

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Crítica do Espírito?

Artigo de Astrojildo Pereira para a Revista Fundamentos nº 2 – Julho/1948

Fonte: Biblioteca Nacional/Hemeroteca Digital

“Existe uma crise do espírito? Respondo afirmativamente. Mas como não creio no primado do espírito, acrescentarei que se trata, no caso, justamente, de uma crise de superestrutura, condicionada pela crise geral que se verifica na infraestrutura econômica da sociedade em que vivemos.”

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Resoluções dos Congressos do PCB (1993 – 2021) – Parte 2

Publicamos na página da Fundação Dinarco Reis as resoluções dos congressos do PCB realizados após o processo de enfrentamento à tentativa golpista de liquidar o nosso Partido, em 1992. Segue abaixo um breve relato da segunda parte desta trajetória, que congrega o período da Reconstrução Revolucionária do PCB.

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Ciência, tecnologia e sociedade: contribuições da experiência maoísta na China

Gilio Natan Dal Pont Sirtoli e Mário Lopes Amorim

O presente artigo tem como objetivo, por meio de uma revisão bibliográfica, retomar aspectos centrais do pensamento hegemônico na China Maoísta (1949-1978) sobre a relação entre ciência, tecnologia e sociedade, além de discutir as práticas que emergiram dessas reflexões. Busca-se evidenciar as contribuições dessa experiência histórica para os debates contemporâneos no campo CTS (ciência, tecnologia e sociedade), o qual, com frequência, negligencia perspectivas oriundas de realidades não ocidentais ou de países socialistas, limitando assim a diversidade das abordagens críticas.

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A economia política do Brasil e seu mestre soberano

LEDA PAULANI

O historiador marxista Caio Prado Júnior faleceu neste dia em 1990. Sua obra nos ajuda a entender a articulação entre dependência externa e exploração interna e desvendar como a atual estrutura de classes brasileira herdou o passado colonial após a independência e a abolição – resultando de um lado uma minoria proprietária e de outro uma grande massa trabalhadora.

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Um jornalista combatente: Clóvis Moura, Flama e a política cultural do PCB (1951-1952)

Teresa MALATIAN. Professora Titular do Programa de Pós-graduação em História, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista – UNESP, campus de Franca.

Clóvis Moura (1925-2003) tem sido estudado por suas obras mais conhecidas de História e Sociologia, algumas delas hoje com o estatuto de clássico, como Rebeliões da Senzala. No entanto, uma importante dimensão de sua atividade intelectual, a de jornalista, permanece obscura, apesar de relevante. Neste artigo, pretende-se abordar a revista Flama, por ele criada e dirigida na cidade de Araraquara (SP), no âmbito da política de Frente Cultural desenvolvida pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). De duração efêmera (1951-1952), a publicação merece destaque tanto por seu conteúdo alinhado com o partido como pela relevante rede de sociabilidades intelectuais e políticas construídas pelo seu criador e diretor. Um terceiro aspecto refere-se à repressão policial que motivou, acessada por meio dos prontuários do DEOPS-São Paulo.

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