150 anos da Crítica ao Programa de Gotha

150 anos da Crítica ao Programa de Gotha

Por Michael Roberts em 6 de maio de 2025

A Crítica foi um documento baseado em uma carta escrita por Marx no início de maio de 1875 ao Partido Operário Social-Democrata da Alemanha (SDAP), com o qual Marx e Friedrich Engels mantinham estreita ligação. A carta recebeu o nome do Programa de Gotha , um manifesto proposto para um congresso do partido que aconteceria na cidade de Gotha . Nesse congresso, o SDAP planejava se fundir com a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães (ADAV), que era adepta de Ferdinand Lassalle , para formar um partido unificado.

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Governo Bolsonaro, bolsonarismo e neofascismo

David Maciel

No governo Bolsonaro o processo de transição autoritária iniciado com o golpe de 2016 se aprofundou e acelerou, consumando a passagem da democracia de cooptação para a democracia restrita graças à sua luta incessante pela instalação de um regime fascista. A perspectiva neofascista do bolsonarismo contribuiu para o governo Bolsonaro reforçar os elementos fascistas no interior da autocracia burguesa. Os processos de militarização do governo, fascistização do aparato estatal, policialização da existência e de mobilização para um novo golpe aprofundaram as mudanças para a democracia restrita, sem, porém, lograr ultrapassá-la

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Um jornalista combatente: Clóvis Moura, Flama e a política cultural do PCB (1951-1952)

Teresa MALATIAN. Professora Titular do Programa de Pós-graduação em História, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista – UNESP, campus de Franca.

Clóvis Moura (1925-2003) tem sido estudado por suas obras mais conhecidas de História e Sociologia, algumas delas hoje com o estatuto de clássico, como Rebeliões da Senzala. No entanto, uma importante dimensão de sua atividade intelectual, a de jornalista, permanece obscura, apesar de relevante. Neste artigo, pretende-se abordar a revista Flama, por ele criada e dirigida na cidade de Araraquara (SP), no âmbito da política de Frente Cultural desenvolvida pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). De duração efêmera (1951-1952), a publicação merece destaque tanto por seu conteúdo alinhado com o partido como pela relevante rede de sociabilidades intelectuais e políticas construídas pelo seu criador e diretor. Um terceiro aspecto refere-se à repressão policial que motivou, acessada por meio dos prontuários do DEOPS-São Paulo.

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Uma crítica da ideologia do racismo

Rian Rodrigues – Doutorando no PPGSS-UFRJ. Professor de Educação Física do IFF. Coordenador do NEABI IFF Cambuci.

O racismo é para nós uma ideologia. O fato de a ideologia ter se tornado um dos conceitos mais polissêmicos que conhecemos, não impediu a consolidação de uma forte tradição teórica de tratar o racismo enquanto uma ideologia. A partir disso, iremos apresentar uma interpretação particular da ideologia, buscando o caminho traçado por Marx e Engels, para pensar sobre o racismo, o que chamaremos de ideologia do racismo. Se ideologia é expressão ideal de uma base material, o fundamento da ideologia do racismo só poderá ser encontrado em determinadas relações sociais de produção e reprodução da vida.

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