ARQUIVOS DA REPRESSÃO

O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro reúne os documentos das antigas delegacias de polícia política do Rio de Janeiro – DESPS (1933-1945), DPS (1945-1962), DOPS-RJ, DOPS-GB (1962-1975), DGIE (1975-1982). A polícia política teve como atribuição controlar as atividades dos movimentos sociais e a fiscalização das entidades trabalhistas e associativas, constituindo-se em aparelho de repressão política. O acervo reúne documentos ricos para a história política do Brasil entre os anos de 1910 e de 1980, dentre os quais várias peças de propaganda produzidas pelo PCB.

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Dossiê Marxismo e Cultura

A problemática da produção cultural sob a perspectiva da teoria marxista é objeto deste novo dossiê. “Marxismo e Cultura” buscou reunir e organizar a produção marxista nacional e estrangeira disponível na internet e em português sobre cinema, teatro, literatura, música e arquitetura. A pesquisa resultou numa listagem de mais de 80 autores e duas centenas de trabalhos, entre artigos, capítulos de livros, obras na íntegra, entrevistas impressas e vídeos. Somos gratos a Emiliano César de Almeida, pesquisador do IFCH, Unicamp, pela organização deste valioso e alentado dossiê.

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PCB não participa de atos governistas

Está sendo convocado, na internet, para o dia 13 de março, um conjunto de atos públicos, com extensa pauta. Entre as diversas entidades e partidos políticos que assinam a convocação, na versão que vem sendo veiculada, consta, ao lado do PT e outras agremiações que se situam no campo governista, o Partido Comunista Brasileiro.

Nesse sentido, a Comissão Política Nacional do PCB vem a público comunicar que o partido não participará desse ato e, portanto, não autoriza a inclusão de nossa sigla na lista de entidades promotoras.

Nos próximos dias estaremos divulgando uma nota política sobre as razões de nossa não participação nesses atos e sobre os temas neles referidos.

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Hegemonia Política no Brasil sob o Governo Rousseff, por Aldo Duran Gil e Gustavo Cintra.

Em artigo que analisa a construção da hegemonia durante os governos do PT, Aldo Duran Gil, Prof. de Sociologia e Ciência Política na Universidade Federal de Uberlândia-MG, militante comunista e  Gustavo dos Santos Cintra Lima  Secretário Político da Célula do PCB em Uberlândia-MG, afirmam que tais governos teriam concretizado, através da política de Estado, a hegemonia política de um grupo capitalista plurifracional: o grande capital bancário interno, sem deixar de considerar completamente outros interesses de fração como os da burguesia industrial exportadora e do agronegócio. Segundo Gustavo, os processos eleitorais, desde 2002, acabaram se tornando palco de intensas disputas envolvendo os interesses dessas frações da burguesia, as quais, de forma alguma, apontam para a ruptura com a ordem capitalista vigente, muito pelo contrário.

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Elizabeth Teixeira: uma das mulheres mais importantes para a luta camponesa do Brasil

Elizabeth Teixeira foi uma das mulheres mais importantes para a luta camponesa do Brasil, no século XX. Era esposa de João Pedro Teixeira, que lutou ao lado do camarada João Alfredo Dias (PB), líder camponês conhecido como “Nego Fubá”, sapateiro e ex-vereador do PCB que foi assassinado pela repressão em 07 de setembro de 1964. Assim como João Alfredo, João Pedro Teixeira também foi assassinado pela ditadura. Essa saga foi contada no filme “Cabra marcado para morrer” do cineasta Eduardo Coutinho.

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Zuleide Faria de Melo, professora de Marxismo

Zuleide Faria de Melo, professora de Marxismo

por Miguel Urbano Rodrigues

O papel dos intelectuais comunistas na transmissão do pensamento de Marx é muito importante. Zuleide Faria de Melo cumpre esse papel de forma singular, demonstrando que o grande revolucionário

«ajuda a pensar a realidade do mundo [de hoje], a realidade humana, como pensamos o mundo, atuamos no mundo e o reinterpretamos».

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“Segurança nacional” e anticomunismo – a ditadura militar e a repressão ao PCB – Muniz Ferreira

“Segurança nacional” e anticomunismo – a ditadura militar e a repressão ao PCB

Muniz Ferreira (historiador e membro do Comitê Central do PCB)

De acordo com o historiador britânico Eric J. Hobsbawm, o século XX se desenvolveu à sombra do embate econômico, político e ideológico que contrapôs as forças do capitalismo ocidental e o sistema soviético.

Ainda segundo aquele autor, tal contraposição balizou os próprios limites inicial e conclusivo do século e diferenciou sua extensão cronológica de sua delimitação propriamente histórica1. Versão

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