Carta Aberta à Comunidade Uespi

Vimos através desse documento público e democrático abrir diálogo com a comunidade acadêmica. Alguns episódios têm marcado nosso percurso de luta e exercício da possibilidade de (re)invenção de nossa história, a pouco mais de dois anos, em extensão de nossas atividades de ensino fundamos um grupo de estudos e pesquisas que contempla a UESPI e a UFPI, agrupamo-nos por afinidades ideológicas e acadêmicas em torno do cotejamento do legado teórico-prático de Karl Marx e Engels, optamos por dedicar parte de nosso tempo de estudo à análise da realidade a partir da crítica da sociabilidade do capital. Desde então, um grande “frisson” tem marcado nossa caminhada, enfrentamos cotidianamente o desrespeito daqueles que, ou por incompreensão ou por posição ideológica nazi-fascista, têm tentado nos fazer sucumbir. Todavia, combatemos o bom combate…

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Quem foi Aristélio Travassos de Andrade

Nasceu em 18 de março de 1934, na cidade de Timbaúba, Estado de Pernambuco, na chamada ex-Zona da Mata, de onde seus pais saíram, para morar no Rio de Janeiro, quando então tinha 3 anos de idade. Estudou no Instituto Teológico Adventista, onde hoje funciona o Colégio Petropolitano de Ensino. Fez contabilidade trabalhando de dia na Casa Turuna, na Avenida Passos. Quando se formou, ficou doente dos pulmões e foi morar em São José dos Campos. Um ano depois, com a doença controlada, fez concurso para o Centro Técnico de Aeronáutica. Em 1952, trabalhando no meio da nata dos golpistas da Aeronáutica, entre ele o major Burnier, famoso depois de 1964, ingressou no Partido Comunista Brasileiro, do qual nunca se afastou.

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Lênin e o Movimento Feminino

Em 1920, Clara Zetkin inicia assim seu artigo Lênin e o Movimento Feminino: “O camarada Lênin falou-me várias vezes sobre a questão feminina, à qual atribuía grande importância, uma vez que o movimento feminino era para ele parte integrante e, em certas ocasiões, parte decisiva do movimento de massas. É desnecessário dizer que ele considerava a plena igualdade social da mulher como um princípio indiscutível do comunismo”.

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José Paulo Netto e Virgínia Fontes em “Temas em Debate”

Artigos de José Paulo Netto e de Virgínia Fontes aprofundam a análise sobre o capitalismo contemporâneo e seus mecanismos de construção e reprodução da hegemonia burguesa na fase de afirmação plena do capital monopolista em todo o mundo. A comunicação de José Paulo trabalha a hipótese de que o capitalismo contemporâneo, resultado das transformações societárias ocorridas desde os anos 1970, esgotou as possibilidades civilizatórias que Marx identificou no capitalismo do século XIX. Segundo esta ideia, o estágio atual da produção capitalista é necessariamente destrutivo, incidente sobre a totalidade da vida social e manifestando-se por meio da barbárie que se generaliza nas formações econômico-sociais.

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