Relançados os dois volumes de “A luta de classes no Brasil e o PCB”

“Sobre cada passagem deste livro, são cabíveis discussões e polêmicas. Mas, no seu todo, algo é indiscutível: trata-se de uma ferramenta de trabalho que, posta em mãos hábeis, é indispensável propedêutica para a militância pela causa da paz, do progresso social e do socialismo – afinal a razão de ser da vida de Dinarco Reis”. Dessa forma, José Paulo Netto termina sua apresentação dos dois volumes de “A luta de classes no Brasil e o PCB”, obra de Dinarco Reis lançada inicialmente nos anos 1980 e que agora acaba de ganhar versão revista e ilustrada através de iniciativa da Fundação Dinarco Reis.

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O julgamento de Dimitrov

Dirigente da Internacional Comunista, o comunista búlgaro Georgi Dimitrov foi preso na Alemanha nazista sob a acusação do famoso incêndio do Reichstag, o parlamento alemão, em fevereiro de 1933. Tendo dispensado advogados, assumiu a própria defesa e desmascarou, no julgamento do processo, a farsa montada pelo nazismo para criminalizar os comunistas e desencadear feroz repressão contra as massas populares na Alemanha.

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Balanço de direção apresentado pelo Comitê Central ao V congresso do PCB (1960)

O XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) teve imenso impacto sobre a militância do PCB. Consequentemente, o Comitê Central do partido eleito no IV Congresso viveu intensa luta interna, que começou a ser ultrapassada com a Declaração de Março de 1958. Entretanto, as disputas de concepção no interior do PCB permaneceram até a realização do V Congresso (setembro de 1960), que coloca como tarefa imediata a conquista da legalidade, para o que era necessário o Partido se adequar juridicamente à legislação partidária, inclusive com a mudança do nome “Partido Comunista do Brasil (PCB)” para Partido Comunista Brasileiro (PCB).

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Roberto Morena, presente!

Nascido no dia de 7 de junho de 1902, no Rio de Janeiro, filho de imigrantes italianos, Roberto Morena tornou-se entalhador de imóveis e em seu primeiro emprego aderiu ao sindicato. Por ser um dos raros operários alfabetizados de seu ramo, Morena tornou-se de imediato secretário do sindicato. Anarquista desde os bancos escolares, defendeu as suas posições políticas até 1924, quando, aderindo à corrente liderada por Astrojildo Pereira, ingressou no PCB, tornando-se um “profissional da revolução”.

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