IFSC entrega relatório sobre professor Marcos Cardoso à Comissão da Verdade

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Publicado em Sexta, 18 Julho 2014 17:53

O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) entregou nesta sexta-feira (18) à Comissão Estadual da Verdade Paulo Stuart Wright (CEV) os resultados da investigação sobre o suposto julgamento do professor Marcos Cardoso Filho nas dependências da antiga Escola Técnica Federal de Santa Catarina (ETFSC). Com o documento, o IFSC atende à solicitação encaminhada pela CEV em novembro de 2013 e elucida as circunstâncias em que ocorreu o suposto julgamento, além de iniciar um trabalho de resgate da memória do professor dentro da instituição.

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Algumas questões sobre a unidade do movimento comunista internacional

A Seção de Relações Internacionais do Comitê Central do KKE, Partido Comunista da Grécia, divulga importante texto de análise sobre a situação em que se encontra atualmente o movimento comunista internacional e os problemas relativos à sua unidade, expondo críticas severas ao oportunismo e ao reformismo que norteiam a atuação de alguns partidos ditos comunistas no mundo.

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As formas atuais das lutas de classe e a questão do mediador universalizante por Marcelo Braz

Professor Adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, autor de “Partido e Revolução – 1848-1989” e coautor com José Paulo Netto de “Economia Política: uma introdução crítica”, Marcelo Braz aborda a questão do partido e da luta de classes em Marx e Engels e apresenta importante análise sobre a ausência deste instrumento de mediação da luta política nas jornadas de 2013. O artigo foi desenvolvido com base na palestra que ele proferiu na VI JOINPP – Jornada Internacional de Políticas Públicas, realizada em agosto de 2013 em São Luis – MA.

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Artigo publicado em 15 de fevereiro de 1947 no jornal Classe Operária

Artigo publicado em 15 de fevereiro de 1947 no jornal Classe Operária, do PCB, divulgava a luta desenvolvida pelos camponeses da célula comunista Fazenda do Lajeado, em Goiás, em favor da construção de uma estrada. A notícia foi transmitida pelo “Classop” do Comitê Estadual, Sebastião Naves. Classop era a designação dada, no interior da organização comunista, ao responsável pelas tarefas de receber, distribuir e enviar o dinheiro arrecadado com a venda dos jornais, assim como em relação às contribuições extras. Era também o responsável pela correspondência com o jornal.

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O Socialismo Internacional e a I Guerra Mundial

por Muniz Ferreira

O historiador Muniz Ferreira, membro do Comitê Central do PCB, analisa, cem anos após a deflagração da Primeira Guerra Mundial, o contexto histórico em que eclodia o primeiro grande conflito internacional provocado por disputas interimperialistas e de que forma este evento foi responsável pela mais grave crise ocorrida no interior do movimento socialista, com a cisão que separaria, de modo irremediável, os comunistas revolucionários e a socialdemocracia.

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Breve Histórico do PCB – parte 2. A trajetória política dos comunistas brasileiros: Da chamada Revolução de 1930 ao Manifesto de Agosto de 1950

O camarada Ricardo Costa dá sequência à série de artigos que sintetizam a História do PCB, abordando o período intercalado entre a chamada Revolução de 1930 e o ano de 1950, quando os comunistas, durante a Guerra Fria e após a cassação da legenda partidária, divulgam o Manifesto de Agosto.

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EXPOSIÇÃO “RESSONÂNCIAS – RIO DE JANEIRO, 1964

O MUSEU DO INGÁ APRESENTA A EXPOSIÇÃO “RESSONÂNCIAS – RIO DE JANEIRO, 1964”

– UMA REFLEXÃO SOBRE MARCAS DA MEMÓRIA DO GOLPE DE ESTADO QUE AINDA

REPERCUTEM NO BRASIL ATUAL.

O público poderá conhecer registros documentais e iconográficos inéditos e

descobertos em diversos arquivos públicos e coleções privadas, que mostram

um passado pouco conhecido da história regional do Rio de Janeiro.

Ressonâncias – Rio de Janeiro, 1964

Visitação: de 02 de julho a 31 de agosto

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40 anos sem Vianinha, intelectual comunista e dramaturgo da condição humana

Às vésperas de se completarem 40 anos da morte do dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) –  um dos mais importantes intelectuais do país e militante histórico do Partido Comunista Brasileiro -, publicamos a seguir entrevista com Dênis de Moraes, professor da Universidade Federal Fluminense e autor do livro Vianinha, cúmplice da paixão: uma biografia de Oduvaldo Vianna Filho (Record, 2000), na qual analisa a sua rica trajetória como homem de cultura e ativista político.

Vianinha ingressou no PCB aos 9 anos de idade, em 1945, pelas mãos do pai, o também, dramaturgo comunista Oduvaldo Vianna. Permaneceu fiel ao Partido até a sua morte, aos 38 anos, em 16 de julho de 1974, tendo sido destacado integrante do Comitê Cultural desde os anos 1960. Foi um dos líderes do Teatro de Arena de São Paulo, do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes e do Grupo Opinião (movimento teatral de resistência à ditadura militar pós-1964). Nenhum outro autor teatral brasileiro recebeu tantos prêmios por suas peças, a maioria das quais proibida pela ditadura, entre elas a obra-prima Rasga coração, que é dedicada por ele “à velha guarda comunista”, como preito de gratidão pelas lições de coragem e combatividade em defesa da democracia e do socialismo.

Nos anos 1970, Vianinha contribuiu decisivamente para a renovação da teledramaturgia, com adaptações de clássicos teatrais para a televisão e o extraordinário seriado A grande família, exibido pela TV Globo e escrito em parceria com outros dois dramaturgos e militantes do PCB, Paulo Pontes e Armando Costa. Com rara habilidade para driblar as censuras policial e empresarial, essa comédia de costumes, protagonizada por uma família de classe média remediada, expunha as dificuldades enfrentadas pelo população durante os anos de chumbo. Vianinha conseguiu atrair audiência de massa com um seriado que sutilmente criticava a política econômica antissocial vigente, bem como a mentalidade reacionária e repressiva do regime militar.

Atuando em praticamente todos os meios de expressão do seu tempo, Vianinha foi um lutador social incansável, com clareza suficiente para perceber o papel dos intelectuais engajados na batalhas das ideias pela construção de outra hegemonia política e cultural.

Por Maura Voltarelli

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