Intelectuais negros no PCB

Robson de Sousa Moraes – militante do PCB de Goiás

Este ensaio demostra que a presença de intelectuais negros nas fileiras do PCB, a partir de diferentes experiências, sindical, produção artística, etnográficas, introduziu fissuras e deslocamentos teóricos decisivos. Estes militantes tencionaram a ortodoxia partidária, propondo interpretações nas quais o racismo aparecia como elemento constitutivo da formação capitalista brasileira. Suas trajetórias demonstram que a crítica ao capitalismo no Brasil não poderia ser plenamente compreendida sem considerar a dimensão racial da exploração e da desigualdade.

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O marxismo de Astrojildo Pereira, fundador do Partido Comunista do Brasil (PCB)

Gráfico, jornalista, ensaísta e crítico literário, foi fundador e dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCB), destacando-se como divulgador do comunismo e por contribuir para a formulação de uma das primeiras interpretações marxistas da realidade brasileira

Por John Kennedy Ferreira e Felipe Santos DevezaDicionário Marxista da América

PEREIRA Duarte Silva, Astrojildo (brasileiro; Rio Bonito/RJ, 1890 – Rio de Janeiro/RJ, 1965)

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Crítica do Espírito?

Artigo de Astrojildo Pereira para a Revista Fundamentos nº 2 – Julho/1948

Fonte: Biblioteca Nacional/Hemeroteca Digital

“Existe uma crise do espírito? Respondo afirmativamente. Mas como não creio no primado do espírito, acrescentarei que se trata, no caso, justamente, de uma crise de superestrutura, condicionada pela crise geral que se verifica na infraestrutura econômica da sociedade em que vivemos.”

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Um olhar sobre Clóvis Moura: história familiar, militância comunista e a escrita da história do Brasil negro

Henrique Roberto Figueiredo, Universidade de São Paulo

Doutorando em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP), São Paulo-SP, Brasil. Professor de História do Brasil e educador popular no Cursinho Popular Vito Giannotti.

Nesta entrevista, realizada em 12 de maio de 2023, Soraya Moura, filha de Clóvis Moura fala a respeito de seu pai, o importante intelectual marxista e militante comunista. Além dos aspectos relacionados à história familiar, a entrevista é conduzida de forma a apresentar as contribuições teóricas e políticas de Clóvis Moura para o pensamento social brasileiro e, sobretudo, para as lutas negras contra a dominação e exploração.

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O racismo como arma ideológica de dominação I

Clóvis Moura

Intelectual marxista e militante comunista. Dedicou-se aos estudos das lutas negras. Diferentemente da pretensa intelligentsia brasileira, o autor deu sentido político aos protestos e insurreições negras desde o Brasil colonial, considerando tais levantes como motor da história e ampliando, assim, a perspectiva da luta de classes. Clóvis Moura nos deixou em 23 de dezembro de 2003.

Neste artigo, publicado pela primeira vez em 1994, na Revista Princípios, Clóvis Moura aborda o racismo como um arsenal ideológico de subsídio à dominação. Para o autor, o racismo transcende o viés acadêmico e estritamente científico, pois se trata de um mecanismo de sujeição e não de explicação antropológica. Nesta primeira parte do texto, Moura analisa como o racismo foi fundamental para o antigo sistema colonial e a expansão das metrópoles colonizadoras que, por meio do racismo, invadiu as áreas consideradas “bárbaras”, “inferiores” e “selvagens”.

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Nelson Werneck Sodré

Nelson Werneck Sodré/ Arte de Marcelo Lima Guimarães

Por JOÃO QUARTIM DE MORAES & FRANCISCO QUARTIM DE MORAES*

Verbete do “Dicionário marxismo na América

*João Quartim de Moraes é professor titular aposentado do Departamento de Filosofia da Unicamp. Autor, entre outros livros, de A esquerda militar no Brasil (Expressão Popular). [https://amzn.to/3snSrKg].

*Francisco Quartim de Moraes é doutor em História Econômica pela USP. Autor de1932: a história invertida (Editora Anita Garibaldi).

Sodré nos legou um tesouro de ideias que se incorporaram ao patrimônio teórico da cultura marxista do Brasil. Sua vasta obra se impõe pela solidez de sua fundamentação histórica, pela análise concreta de problemas e situações, pela atenção aos mais diversos e contraditórios aspectos e dimensões da realidade brasileira, bem como por sua objetividade, expressa no empenho de submeter conceitos e hipóteses de explicação ao crivo dos fatos. Seu pensamento, forjado por um lúcido e constante interesse pelo destino da nação, era profundamente patriótico, mas por isso mesmo mantinha um olhar crítico sobre as mazelas e misérias que entorpeciam a sociedade brasileira.

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