Karl Marx tinha razão

Chris Hedges

 

A fase final do capitalismo, escreveu Marx, seria marcada por desenvolvimentos que, para a maior parte de nós, são hoje familiares. Incapaz de se expandir e gerar lucros ao nível do passado, o sistema capitalista começaria a consumir as estruturas que o têm sustentado.

 

Chris Hedges juntou-se aos professores Richard Wolff e Gail Dines no  Left Forum na cidade de Nova Iorque para discutirem porquê Karl Marx é fundamental numa época em que o capitalismo global está em colapso. Junta-se o comentário feito por Hedges na abertura da discussão.

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A caça ao PCB. Elson Costa: Desaparecido.

Matéria do jornalista Renato Dias, do Diário da Manhã, de Goiânia, lembra o assassinato de Elson Costa, membro do Comitê Central do PCB que foi preso, torturado e morto pelo DOI-CODI, principal órgão de repressão da ditadura, em janeiro de 1975. 40 anos após sua morte, seu corpo nunca foi encontrado. Elson ajudou a organizar o Partido em diversas cidades: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Niterói, Campo Grande, Recife, Curitiba e São Paulo. Era o Secretário Nacional de Agitação e Propaganda (AGIT-PROP), tendo sido responsável pela gráfica clandestina de São Paulo onde era impresso o jornal “Voz Operária “, gráfica que foi invadida e destruída pela repressão em 13/01/1973.

Link: A caça ao PCB. Elson Costa: Desaparecido.

Syriza e Podemos: a social democracia ontem e hoje

por Patrício Freitas e Jones Manoel (militantes da UJC e PCB).

“Nos anos oitocentos um espectro rondava a Europa. As condições precárias da classe

trabalhadora confirmavam a tese de que as revoluções burguesas não poderiam ser

suficientes para acabar com a miséria e opressão sobre toda população. Com a

revolução industrial, mesmo com o grande avanço das forças produtivas, os homens e

mulheres que produziam as riquezas continuavam privados delas. Essa forma ainda

embrionária, fantasmagórica, que aterrorizava os senhores burgueses ganhou força e os

trabalhadores se organizaram por todo o mundo, revoltas e revoluções marcaram a

história do movimento operário, e o espectro se materializava pouco a pouco..”

Clique para ler o texto na íntegra:

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Os perigos de uma tática: a auditoria da dívida pública por Sofia Manzano

“Muitas organizações de esquerda apresentam a auditoria da dívida pública como uma das principais lutas dos trabalhadores contra a burguesia. Essas organizações entendem que os pagamentos dos juros e as amortizações efetuadas pelo Estado são uma das formas mais perversas de a burguesia se apropriar do fundo público, principalmente em momentos de crise do processo de acumulação do capital, e, com isso, impõe ao Estado o fim, ou a redução, das políticas públicas voltadas à assistência da população.”

Sofia Manzano é economista e professora do Departamento de Ciências Sociais Aplicada da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), autora do livro Economia Política para Trabalhadores (São Paulo: ICP, 2013) e Membro do Comitê Central do PCB.

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Friedrich Engels (1820 – 1895) Um encontro que durou quarenta anos

“Nomes no obelisco”, de D. Valovoi e G. Lapchiná

Há uns vinte anos, dois jovens – Dmitri Valovoi e Guenrieta Lapchiná – ao passearem no Jardim de Alexandre, do Kremlin de Moscovo, ficaram interessados nos nomes gravados na pedra de um obelisco. Não foi nada fácil encontrar informação completa sobre cada pessoa ali referida. Assim, as pesquisas minuciosas converteram-se num trabalho científico profundo, que culminou com a publicação de um livro editado, em 1980, em língua russa e, mais tarde, em inglês. Dmitri Volovoi é doutor em Economia e publicista, colaborador do jornal Pravda. Guenrieta Lapchiná é economista.

Deste livro publicaremos, inicialmente, a biografia de Friedrich Engels.

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Mészáros: A disputa pelo Estado

Blog da Boitempo

Entrevista especial com István Mészáros.

No contexto do lançamento de seu novo livro, A montanha que devemos conquistar: reflexões acerca do Estado, o filósofo marxista húngaro István Mészáros concedeu uma longa entrevista a Leonardo Cazes para o jornal O Globo, em que discutia alguns aspectos centrais da obra, como sua concepção de Estado, de democracia e da crise estrutural do capital, à luz de alguns dos protestos e mobilizações políticas que vêm se alastrando mundo afora. O resultado foi publicado parcialmente em fevereiro deste ano na matéria “Filósofo István Mészáros analisa ascenção de novos partidos na Europa como Syriza e Podemos“.

A material completo, contudo, supera em mais de três vezes o espaço disponibilizado pelo jornal. A pedido do autor, o Blog da Boitempo publica agora a versão integral da entrevista, enviada a nós diretamente pelo jornalista e revisada pelo tradutor Nélio Schneider. Também a pedido de Mészáros, a entrevista deve se somar ao apêndice das próximas edições ampliadas de A montanha que devemos conquistar: reflexões acerca do Estado. Confira aqui a versão em inglês da entrevista, e abaixo a versão em português:

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Jacinta Passos: Coração Militante

Jacinta Passos, nascida no ano da eclosão da Primeira Guerra Mundial, educada em tradicional família do interior da Bahia, segundo princípios rígidos da Igreja Católica, rompeu os limites impostos por sua época e fez da poesia uma arma a serviço de sua militância em favor da justiça, da liberdade e do amor livre. Como jornalista, foi uma das raras mulheres da Bahia a expressar abertamente suas opiniões no início da década de 1940. Feminista, entendia que as mulheres só seriam donas de seus destinos quando toda a sociedade se transformasse, mas compreendia também que elas tinham projetos, necessidades e desejos específicos, relativos às suas relações com os homens. Jacinta ingressou oficialmente no Partido Comunista Brasileiro em 1945, nele permanecendo até morrer, em 1973. Foi militante em tempo integral, renunciando a quaisquer comodidades ou benefícios pessoais em nome das causas que defendia. Organizada por sua filha, Janaína Amado, a presente edição contém a poesia completa de Jacinta e ainda a sua prosa, composta de artigos para jornal, nunca publicados em livro.

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A cassação do PCB nas páginas da grande imprensa (1945-1948)

O trabalho de Heber Ricardo da Silva trata dos posicionamentos da grande imprensa sobre o processo de democratização nacional, ocorrido a partir do início de 1945, e da cassação do PCB, ocorrida em maio de 1947, e de seus mandatos, em janeiro de 1948, atos que macularam os princípios democráticos defendidos pelas folhas pesquisadas. Objetivou, ainda, historiar as transformações técnicas, organizacionais e profissionais vivenciadas pelo campo jornalístico brasileiro, sobretudo a partir de meados da década de 1940, as quais fizeram parte de um intenso processo de mudanças decorrentes do aprofundamento da concorrência capitalista no país e da influência exercida pelo jornalismo norte-americano. No momento em que a notícia ganhava contornos mais nítidos de mercadoria e a imprensa vivenciava etapas no seu processo de profissionalização, os grandes jornais brasileiros não tiveram escrúpulos para abordar de forma aparentemente contraditória a conjuntura política nacional, ao defender abstratamente valores democráticos e liberais, ao mesmo tempo em que apoiavam a cassação do PCB, à medida em que avançava a Guerra Fria.

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