A cassação do PCB nas páginas da grande imprensa (1945-1948)

O trabalho de Heber Ricardo da Silva trata dos posicionamentos da grande imprensa sobre o processo de democratização nacional, ocorrido a partir do início de 1945, e da cassação do PCB, ocorrida em maio de 1947, e de seus mandatos, em janeiro de 1948, atos que macularam os princípios democráticos defendidos pelas folhas pesquisadas. Objetivou, ainda, historiar as transformações técnicas, organizacionais e profissionais vivenciadas pelo campo jornalístico brasileiro, sobretudo a partir de meados da década de 1940, as quais fizeram parte de um intenso processo de mudanças decorrentes do aprofundamento da concorrência capitalista no país e da influência exercida pelo jornalismo norte-americano. No momento em que a notícia ganhava contornos mais nítidos de mercadoria e a imprensa vivenciava etapas no seu processo de profissionalização, os grandes jornais brasileiros não tiveram escrúpulos para abordar de forma aparentemente contraditória a conjuntura política nacional, ao defender abstratamente valores democráticos e liberais, ao mesmo tempo em que apoiavam a cassação do PCB, à medida em que avançava a Guerra Fria.

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Trombas e Formoso: o triunfo camponês

Trombas e Formoso: o triunfo camponês

Valter Waladares, participante da guerrilha

 

Entrevista concedida a Ana Lúcia Nunes de Sousa, jornalista e professora da Universidade Federal de Goiás

Em meados da década de 50, o meio-norte do estado de Goiás — hoje extremo norte, devido à divisão do estado — foi o palco de uma das mais importantes lutas camponesas do país, episódio conhecido como A guerrilha de Trombas e Formoso. Leia mais

Formoso Memórias de uma Luta

PAULO NUNES BATISTA, nascido em 1924, é poeta e escritor paraibano radicado em Anápolis, Goiás. Editou 11 livros, sendo nove de poesia, um de ensaio e um de contos, além de mais de 150 folhetos como cordelista. É membro da Academia Goiana de Letras e de outras instituições culturais. Paulo Nunes Batista adotou, em seus versos de cordel, vários pseudônimos, como o de “Pau Brasil”, com o fim de livrar-se da perseguição policial que, em todo o Brasil, movia-se contra os comunistas. No poema “Formoso, memórias de uma luta”, homenageia os camponeses que organizaram a guerrilha contra o latifúndio ao norte do Estado de Goiás em meados da década de 1950.

Formoso Memórias de uma Luta

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O Trotsky de Padura, Danton e a Revolução por Miguel Urbano Rodrigues

O Trotsky de Padura, Danton e a Revolução

por Miguel Urbano Rodrigues

O mais recente livro do escritor cubano Leonardo Padura tem sido largamente promovido, com numerosas edições em castelhano, português e outras línguas. O jornal Público consagrou três páginas ao livro e ao autor. O livro tem valor literário. Mas o que obviamente justifica este entusiasmo é que o autor abomina – é a palavra – o socialismo e o comunismo. Embora não o afirme explicitamente nos seus livros, põe os seus personagens a falar por si.

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A Revolta Camponesa de Porecatu. Ângelo Priori

Autor do livro “O levante dos posseiros: a revolta camponesa de Porecatu e a ação do Partido Comunista Brasileiro no campo”, Ângelo Priori, Doutor em História pela Unesp e professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá, escreve sobre a luta organizada por camponeses em defesa da posse da terra na região Norte do Estado do Paraná, no final da década de 1940 e início da de 1950. A resistência camponesa tomou corpo a partir da intervenção de militantes e dirigentes do Partido Comunista Brasileiro, que, através de uma ampla rede de solidariedade, conseguiram organizar a luta armada por um período superior a dois anos.

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Causas econômicas do antipetismo da classe média

Causas econômicas do antipetismo da classe média

Golbery Lessa (membro do Comitê Central do PCB)

Jovens de Brasília assinam, durante manifestação em 15 de março, petição proposta pela TFP (Tradição, Família e Propriedade).

Se a esquerda deseja ter clareza sobre como agir diante da ampliação das manifestações organizadas por setores reacionários da classe média, precisa procurar uma explicação científica para o fato e não embarcar na versão apresentada pelo governo federal. É mais fértil procurar entender as bases econômicas, culturais e políticas do reacionarismo do que concebê-lo como um improvável desvio moral simultâneo de milhões de indivíduos. Seria desastroso fundamentar apenas na intuição o discurso e as ações contrários às dimensões ultradireitistas das manifestações corridas no último 15 de março. Para a esquerda, é mais importante tentar compreender os fatos do que promover uma competição para saber qual dos seus analistas ridiculariza melhor o bizarro discurso das passeatas verde-amarelas e cria o mais engenhoso anátema para estigmatizar os setores médios.

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