O golpe de 1964 não foi um mero golpe militar. Resultou de uma articulação dos setores mais dinâmicos da burguesia brasileira com os grupos conservadores, com vistas à repressão ao ascendente movimento popular e para garantir o pleno desenvolvimento do capitalismo monopolista no país. Prova dessa articulação foi a Operação Bandeirantes (Oban), nascida em São Paulo com financiamento de grandes empresas brasileiras e estrangeiras. O aparelho repressivo virou DOI/CODI (Destacamento de Operações e Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) e, sob o comando direto do Ministro do Exército, unificou as ações das Forças Armadas, de delegacias estaduais e das polícias militares no combate àqueles que resistiam à ditadura.
Tratava-se de uma máquina de matar. Uma a uma, as organizações que optaram pela luta armada foram sendo aniquiladas, através de um trabalho profissional de perseguição aos militantes, infiltração nos grupos de esquerda, tortura e morte. Em seguida, deu-se a ofensiva contra o PCB, que passou a ser visto como inimigo maior do regime, pelo entendimento de que o Partido, com seu histórico de lutas e influência no movimento sindical e popular, tinha ramificações em vários setores da sociedade, inclusive na imprensa e no MDB, que adotava postura mais oposicionista. A linha adotada pelo PCB, de investir na luta pelas liberdades democráticas e na retomada do movimento de massas, era percebida, pelos órgãos de repressão, como a mais “inteligente” e perigosa, pois capaz de influir em futuras transformações políticas no país.
Bacharel e licenciado em História pela Universidade Federal de Uberlândia, o Professor Luciano Patrice Garcia Lepera, apresentou no XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, em 2007, importante trabalho sobre as Ligas Camponesas na região do Triângulo Mineiro, destacando o trabalho realizado pelos militantes do PCB no breve período de legalidade vivida pelo Partido de 1945 a 1947 e nos anos seguintes. Foram as primeiras Ligas de que se têm notícias no Brasil, precedidas apenas pela de Dumont, região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, fundada em 1945 também sob a liderança dos comunistas. Trata-se de fundamental estudo para se aprofundar o conhecimento acerca das ainda pouco pesquisadas lutas pela terra no Brasil.
Entrevista com Jesus Brigos, do Instituto de Filosofia de Cuba
História Social Britânica: Metodologia e Práxis Social
Redução da Maioridade Penal: Punir os pobres e acumular capital.
IV Seminário Aberto de Formação da Base de Trabalhadores de Educação do PCB-SP
Certa vez Walter Benjamim afirmou se perdêssemos a batalha, nem os mortos estariam seguros.
O Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça apresenta fragmentos de documentos produzidos pelos agentes da ditadura na Operação Radar, criada pelo DOI-CODI para desarticular o jornal Voz Operária e dizimar a direção nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) na década de 1970.
Homenageando FLORESTAN FERNANDES – falecido em 10 de agosto de 1995 – marxismo21 publica um novo e extenso dossiê sobre a produção teórica e a trajetória deste pensador.
No dia 13 de agosto, a Livraria Antonio Gramsci convida a todos para uma programação dupla.