Mauro Iasi: ‘Junho é a materialização do Bloco Revolucionário do Proletariado’

Mauro Iasi, além de membro do Comitê Central do PCB é professor da Escola de Serviço Social da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com diversos livros e trabalhos acadêmicos publicados, sendo que foi presidente do sindicato dos docentes dessa mesma instituição durante o período 2011-2013.

Em longa entrevista exclusiva ao Diário Liberdade, que aqui reproduzimos, Iasi abordou sua pré-candidatura; a formação de uma Frente de esquerda com PSOL, PSTU e movimentos sociais; a reconstrução do Partido Comunista Brasileiro depois do fim da URSS; a construção do Poder Popular como alternativa de ruptura com a ordem burguesa; as Jornadas de Junho como materialização do Bloco Revolucionário do Proletariado e a constituição de uma Frente anticapitalista e anti-imperialista a nível nacional e internacional. Também falou sobre os 10 anos de governos do PT e do rompimento do PCB com o governo Lula em 2005.

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A ditadura caça o PCB

“Após ter jugulado a guerrilha urbana e rural, o poder militar decidiu tomar a mesma providência em relação ao PCB, mesmo ciente de que este partido era infenso à luta armada”, afirma Vinicius Bandera em seu A ditadura caça o PCB: um recorte do período autoritário pós‐64.

De acordo com o autor, “essa decisão foi motivada pelo fato de o PCB ter sido um antigo inimigo da direita e porque os pecebistas eram portadores de uma ideologia antissistema”.

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Obamicidio

Os militantes do PCB em Minas Gerais, Daniel Oliveira (Sabará) e Hallisson Nunes Gomes (BH), acabam de publicar o livro Obamicidio, uma coletânea de poesias editada pela Editora e Livraria Estudos Vermelhos, de responsabilidade de Alex Lombello, de São João del Rey, com capa baseada em uma pintura do espanhol/brasileiro Alexandre Magno da Cunha Gomes (Magaiver).

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Lênin e a transição socialista

Neste artigo, Marcos Del Roio examina alguns aspectos do pensamento e da ação política de Lênin a propósito da transição socialista. Para tanto, discorre sobre a importância da revolução de 1905, da eclosão da guerra imperialista, da revolução de 1917, dos momentos iniciais do poder dos soviets e, por fim das reflexões sobre a NEP. A tese fundamental é que a Rússia, com Lênin vivo, não conseguiu alcançar as condições para a transição socialista.

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Caio Prado Jr. em debate

A seguir, você terá acesso a dois artigos produzidos por militantes do PCB que analisam a trajetória política e intelectual do comunista Caio Prado Jr., com abordagens críticas diferenciadas a esse respeito.

Em Notas críticas ao marxismo caiopradeano, o dirigente do Comitê Estadual do PCB-SP César Mangolin de Barros apresenta “alguns problemas do marxismo de Caio Prado Júnior a partir de formulações sobre a história brasileira e de sua concepção de revolução, debatendo a questão do socialismo e sua visão sobre sua possibilidade histórica”.

Já em Caio Prado Jr: percurso histórico e político de um teórico marxista, o dirigente do Comitê Central do PCB Milton Pinheiro afirma ser a obra historiográfica de Caio Prado Jr. “uma descoberta seminal para interpretar a formação social brasileira” e que o intelectual “inaugura no Brasil a utilização do método marxista para estudar a realidade social de um capitalismo periférico.”

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Os comunistas e a produção cultural no Brasil

A seguir, reproduzimos resenha do mestrando de Ciências Sociais da UNESP-Marília Thiago Bicudo Castro sobre o livro Comunistas brasileiros: cultura política e produção cultural, lançado neste 2013 que se encerra pela Editora UFMG.

Composto por uma coletânea de dezesseis capítulos com autoria de pesquisadores de áreas diversas, que vão das Ciências Sociais à Comunicação, passando pela crítica literária e estudos da linguagem, o livro é resultado do Colóquio Comunistas Brasileiros: Cultura Política e Produção Cultural, realizado em 2011 no departamento de História da FFLCH (USP), em conjunto com os Programas de Pós-Graduação em História da UFMG e da USP.

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