A seguir você tem acesso a dois artigos, que apresentam abordagens e propostas diferentes sobre a questão agrária no Brasil. Em Contribuição sobre a ‘Questão Agrária’, Marcos Cassin e Mírian Helena Goldschmidt retratam o tema sob a análise de quatro artigos de Lênin. Já Balanço dos 30 anos do MST é uma intervenção de Maria Orlanda Pinassi no VI Congresso do MST.
Autor: Nathália Mozer
“A internet não é suficiente para reduzir o monopólio” – Dênis de Moraes fala ao Página/12
Em Mídia, poder e contrapoder, Dênis de Moraes reúne ensaios próprios com outros de Ignacio Ramonet ePascual Serrano. O trabalho coloca em questão a configuração atual dos sistemas midiáticos na América Latina.
Nessa entrevista a Natalia Aruguete, publicada no jornal argentino Página/12 e traduzida por André Langer, ele explica como se mantém a colonização neoliberal na grande mídia e quais são as estratégias possíveis para limitar os monopólios. As leis de comunicação, a internet e as redes de comunicação alternativa.
Uma seleção de intérpretes do Brasil, muitos do PCB
“Clássicos, rebeldes e renegados” é o subtítulo de Intérpretes do Brasil, livro que os professores de História da USP Luiz Bernardo Pericás e Lincoln Secco organizaram para traçar um amplo panorama do pensamento crítico político-social brasileiro dos séculos XX e XXI.
São ao todo 27 estudos e ensaios escritos por reconhecidos especialistas acadêmicos que se debruçaram sobre a vida e a obra de alguns dos principais intérpretes da história e da cultura no Brasil. A lista é repleta de quadros que pertenceram às fileiras do PCB. Dois membros do Comitê Central, Milton Pinheiro e Antônio Carlos Mazzeo, assinam ensaios.
Pesquisa exalta direitos das mulheres soviéticas
Reproduzimos a seguir matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo relatando estudo da historiadora Wendy Goldman, que chega ao Brasil no fim deste mês de março em formato de livro (pela Boitempo Editorial). No texto, exemplos dos direitos conquistados pelas mulheres durante o período soviético – que forçaram o mesmo a ocorrer no mundo capitalista.
A espoliação da terra na questão indígena
Em A questão indígena: acumulação por espoliação e monopolização do território (A economia política do agronegócio), o professor José Gilberto de Souza, da Unesp, aponta a “apropriação de terras e as determinações de preços sobre este fator de produção, bem como a compreensão das dinâmicas de homogeneização da paisagem, como expressão dos processos de territorialização do monopólio, de concentração e acumulação do capital”, vinculando a dinâmica à espoliação das nações indígenas no Brasil.
Mostra de Cinema Marcas da Memória
Com o objetivo promover sessões públicas e gratuitas de cinema, ao longo de uma semana, dedicadas à memória e à reflexão crítica sobre os regimes de exceção vividos na América do Sul, em especial no Brasil, e seus reflexos no presente, a mostra de cinema Marcas da Memória, da Comissão de Anistiatem nova programação disponível ao público.
CCBB do Rio recebe palestras sobre os 50 anos do golpe
O Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro recebe, em março, um ciclo de palestras sobre os 50 anos do golpe de 1964. As palestras serão entre os dias 19 e 31, sempre às 18h30.
Moniz Bandeira aponta aliança entre ONGs ocidentais e neonazistas na Ucrânia
Reproduzimos a seguir entrevista que o intelectual Moniz Bandeira concedeu a Marco Aurélio Wissheimer, publicada originalmente na Agência Carta Maior.
Prestes x maioria do CC: divergências desde a década de 60?
Em O legado de Luiz Carlos Prestes e os caminhos da revolução socialista no Brasil, a historiadora comunista Anita Leocadia prestes defende a tese de que, “em posição minoritária dentro do Comitê Central do PCB, Prestes, seu secretário-geral, defendia uma tática de luta contra a ditadura militar, estabelecida no Brasil a partir do golpe de 1964, que viesse a constituir a ‘conquista de um governo revolucionário, democrático e anti-imperialista, capaz de abrir ao proletariado o caminho para o socialismo’.” De acordo coma historiadora, é essa linha defendida pelo “Cavaleiro da Esperança” que iniciou os conflitos entre o então secretário-geral e a maioria do Comitê Central do Partido, resultando em uma década e meia depois em seu afastamento do “Partidão”.
Uma possível história do Partido Comunista Italiano
A importância maior de O alfaiate de Ulm, último livro do dirigente comunista Lucio Magri, falecido em novembro de 2011, está no subtítulo que a edição portuguesa que a Boitempo Editorial lança neste início de 2014 recebeu: trata-se de Uma possível história do Partido Comunista Italiano, sua trajetória de maior partido comunista do Ocidente até a crise gerada pelo que se convencionou chamar de eurocomunismo.