“A internet não é suficiente para reduzir o monopólio” – Dênis de Moraes fala ao Página/12

Em Mídia, poder e contrapoder, Dênis de Moraes reúne ensaios próprios com outros de Ignacio Ramonet ePascual Serrano. O trabalho coloca em questão a configuração atual dos sistemas midiáticos na América Latina.

Nessa entrevista a Natalia Aruguete, publicada no jornal argentino Página/12 e traduzida por André Langer, ele explica como se mantém a colonização neoliberal na grande mídia e quais são as estratégias possíveis para limitar os monopólios. As leis de comunicação, a internet e as redes de comunicação alternativa.

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Uma seleção de intérpretes do Brasil, muitos do PCB

“Clássicos, rebeldes e renegados” é o subtítulo de Intérpretes do Brasil, livro que os professores de História da USP Luiz Bernardo Pericás e Lincoln Secco organizaram para traçar um amplo panorama do pensamento crítico político-social brasileiro dos séculos XX e XXI.

São ao todo 27 estudos e ensaios escritos por reconhecidos especialistas acadêmicos que se debruçaram sobre a vida e a obra de alguns dos principais intérpretes da história e da cultura no Brasil. A lista é repleta de quadros que pertenceram às fileiras do PCB. Dois membros do Comitê Central, Milton Pinheiro e Antônio Carlos Mazzeo, assinam ensaios.

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A espoliação da terra na questão indígena

Em A questão indígena: acumulação por espoliação e monopolização do território (A economia política do agronegócio), o professor José Gilberto de Souza, da Unesp, aponta a “apropriação de terras e as determinações de preços sobre este fator de produção, bem como a compreensão das dinâmicas de homogeneização da paisagem, como expressão dos processos de territorialização do monopólio, de concentração e acumulação do capital”, vinculando a dinâmica à espoliação das nações indígenas no Brasil.

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Prestes x maioria do CC: divergências desde a década de 60?

Em O legado de Luiz Carlos Prestes e os caminhos da revolução socialista no Brasil, a historiadora comunista Anita Leocadia prestes defende a tese de que, “em posição minoritária dentro do Comitê Central do PCB, Prestes, seu secretário-geral, defendia uma tática de luta contra a ditadura militar, estabelecida no Brasil a partir do golpe de 1964, que viesse a constituir a ‘conquista de um governo revolucionário, democrático e anti-imperialista, capaz de abrir ao proletariado o caminho para o socialismo’.” De acordo coma historiadora, é essa linha defendida pelo “Cavaleiro da Esperança” que iniciou os conflitos entre o então secretário-geral e a maioria do Comitê Central do Partido, resultando em uma década e meia depois em seu afastamento do “Partidão”.

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Uma possível história do Partido Comunista Italiano

A importância maior de O alfaiate de Ulm, último livro do dirigente comunista Lucio Magri, falecido em novembro de 2011, está no subtítulo que a edição portuguesa que a Boitempo Editorial lança neste início de 2014 recebeu: trata-se de Uma possível história do Partido Comunista Italiano, sua trajetória de maior partido comunista do Ocidente até a crise gerada pelo que se convencionou chamar de eurocomunismo.

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