São longas distâncias, ônibus cheios (e em mau estado de conservação), duas ou até mais horas para chegar ao trabalho. Nas grandes cidades brasileiras, este tormento faz parte do dia-a-dia da maioria dos trabalhadores.
As diversas razões que explicam este quadro começam pela tendência universal de crescimento das cidades, causada, principalmente, pelo processo de mecanização da agricultura, que força os trabalhadores rurais a buscar emprego nas cidades. Vão se formando, também, as megacidades, como Bombaim (mais de 13 milhões de habitantes), Karachi (mais de 12 milhões), Nova Delhi e São Paulo (mais de 11 milhões), Moscou (mais de 10 milhões), Rio de Janeiro já tem cerca de 7 milhões, onde a escala do problema da mobilidade se torna ainda mais elevada.
Nesse artigo, Dainis Karepovs vai afirmar que a Revolução Russa (1917) e a fundação da Internacional Comunista (1919) impuseram uma nova pauta ao movimento político organizado dos trabalhadores em escala internacional.
A editora Boitempo está lançando novo livro de István Meszaros, sobre Sartre. “Em 1948, nada menos do que o governo soviético de Stalin assume posição oficial contra o filósofo e, no mesmo ano, um decreto especial do Santo Ofício coloca no Index a totalidade de suas obras”, lembra Mészáros. Quais as razões disso? E como é possível que um indivíduo sozinho, tendo a caneta como única arma, seja tão eficiente como Sartre numa época que tende a tornar o indivíduo completamente impotente? Os escritos do filósofo marxista buscam não apenas as respostas, como também formulam novos questionamentos sobre a vida e a obra de Sartre, elucidando sua contribuição para o mundo.
José Paulo Netto é um nome conhecido e respeitado por sua trajetória pessoal e política, além, como é evidente, por suas ideias e posições expressas em sua significativa obra. É doutor em Serviço Social pela PUC-SP, tem experiência docente, além de no Brasil onde sua eloquência, humor cortante e didática incomparável já é conhecida, trabalhou também em Portugal, país que o recebeu no exílio, na América Central, Argentina e Uruguai. Ensaísta competente, frequentemente nos brinda com textos tanto no Brasil como no exterior.
A proposta da ofensiva socialista, de que fala Mészáros, exige, dos interessados na superação do sistema, esforços para a efetivação progressiva, já no presente, de um tipo de organização diverso do que está posto pela realidade alienante do capital.
A Fundação Dinarco Reis disponibiliza ao público a edição número 1 do jornal A Manha, editada por Apparício Torelly, o Barão de Itararé.
Vimos através desse documento público e democrático abrir diálogo com a comunidade acadêmica. Alguns episódios têm marcado nosso percurso de luta e exercício da possibilidade de (re)invenção de nossa história, a pouco mais de dois anos, em extensão de nossas atividades de ensino fundamos um grupo de estudos e pesquisas que contempla a UESPI e a UFPI, agrupamo-nos por afinidades ideológicas e acadêmicas em torno do cotejamento do legado teórico-prático de Karl Marx e Engels, optamos por dedicar parte de nosso tempo de estudo à análise da realidade a partir da crítica da sociabilidade do capital. Desde então, um grande “frisson” tem marcado nossa caminhada, enfrentamos cotidianamente o desrespeito daqueles que, ou por incompreensão ou por posição ideológica nazi-fascista, têm tentado nos fazer sucumbir. Todavia, combatemos o bom combate…