O Socialismo Internacional e a I Guerra Mundial

por Muniz Ferreira

O historiador Muniz Ferreira, membro do Comitê Central do PCB, analisa, cem anos após a deflagração da Primeira Guerra Mundial, o contexto histórico em que eclodia o primeiro grande conflito internacional provocado por disputas interimperialistas e de que forma este evento foi responsável pela mais grave crise ocorrida no interior do movimento socialista, com a cisão que separaria, de modo irremediável, os comunistas revolucionários e a socialdemocracia.

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Breve Histórico do PCB – parte 2. A trajetória política dos comunistas brasileiros: Da chamada Revolução de 1930 ao Manifesto de Agosto de 1950

O camarada Ricardo Costa dá sequência à série de artigos que sintetizam a História do PCB, abordando o período intercalado entre a chamada Revolução de 1930 e o ano de 1950, quando os comunistas, durante a Guerra Fria e após a cassação da legenda partidária, divulgam o Manifesto de Agosto.

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EXPOSIÇÃO “RESSONÂNCIAS – RIO DE JANEIRO, 1964

O MUSEU DO INGÁ APRESENTA A EXPOSIÇÃO “RESSONÂNCIAS – RIO DE JANEIRO, 1964”

– UMA REFLEXÃO SOBRE MARCAS DA MEMÓRIA DO GOLPE DE ESTADO QUE AINDA

REPERCUTEM NO BRASIL ATUAL.

O público poderá conhecer registros documentais e iconográficos inéditos e

descobertos em diversos arquivos públicos e coleções privadas, que mostram

um passado pouco conhecido da história regional do Rio de Janeiro.

Ressonâncias – Rio de Janeiro, 1964

Visitação: de 02 de julho a 31 de agosto

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40 anos sem Vianinha, intelectual comunista e dramaturgo da condição humana

Às vésperas de se completarem 40 anos da morte do dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) –  um dos mais importantes intelectuais do país e militante histórico do Partido Comunista Brasileiro -, publicamos a seguir entrevista com Dênis de Moraes, professor da Universidade Federal Fluminense e autor do livro Vianinha, cúmplice da paixão: uma biografia de Oduvaldo Vianna Filho (Record, 2000), na qual analisa a sua rica trajetória como homem de cultura e ativista político.

Vianinha ingressou no PCB aos 9 anos de idade, em 1945, pelas mãos do pai, o também, dramaturgo comunista Oduvaldo Vianna. Permaneceu fiel ao Partido até a sua morte, aos 38 anos, em 16 de julho de 1974, tendo sido destacado integrante do Comitê Cultural desde os anos 1960. Foi um dos líderes do Teatro de Arena de São Paulo, do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes e do Grupo Opinião (movimento teatral de resistência à ditadura militar pós-1964). Nenhum outro autor teatral brasileiro recebeu tantos prêmios por suas peças, a maioria das quais proibida pela ditadura, entre elas a obra-prima Rasga coração, que é dedicada por ele “à velha guarda comunista”, como preito de gratidão pelas lições de coragem e combatividade em defesa da democracia e do socialismo.

Nos anos 1970, Vianinha contribuiu decisivamente para a renovação da teledramaturgia, com adaptações de clássicos teatrais para a televisão e o extraordinário seriado A grande família, exibido pela TV Globo e escrito em parceria com outros dois dramaturgos e militantes do PCB, Paulo Pontes e Armando Costa. Com rara habilidade para driblar as censuras policial e empresarial, essa comédia de costumes, protagonizada por uma família de classe média remediada, expunha as dificuldades enfrentadas pelo população durante os anos de chumbo. Vianinha conseguiu atrair audiência de massa com um seriado que sutilmente criticava a política econômica antissocial vigente, bem como a mentalidade reacionária e repressiva do regime militar.

Atuando em praticamente todos os meios de expressão do seu tempo, Vianinha foi um lutador social incansável, com clareza suficiente para perceber o papel dos intelectuais engajados na batalhas das ideias pela construção de outra hegemonia política e cultural.

Por Maura Voltarelli

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Breve Histórico do PCB – parte 1. A trajetória política dos comunistas brasileiros: os anos de formação

“O Secretário Nacional de Formação Política do PCB, camarada Ricardo Costa, apresenta em pequena série de quatro artigos, a serem publicados nas próximas semanas na página da Fundação Dinarco Reis, contribuição para a análise crítica da trajetória do Partido Comunista Brasileiro. Como primeiro artigo da série, segue o texto Breve Histórico do PCB – parte 1. A trajetória política dos comunistas brasileiros: os anos de formação.”

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REVISIONISMO E OPORTUNISMO NO INTERIOR DO MARXISMO NO BRASIL DE HOJE

A historiadora comunista Anita Leocádia Prestes apresenta análise crítica sobre as recentes posições revisionistas e oportunistas de intelectuais e dirigentes de partidos que ainda se dizem de esquerda no Brasil (como o PT e o PCdoB), os quais buscam falsificar a história de lutas dos trabalhadores brasileiros, tentando se apropriar da memória de lideranças revolucionárias como Luiz Carlos Prestes, Olga Benário Prestes, Gregório Bezerra, etc, com os torpes objetivos de melhorar sua imagem profundamente desgastada e seu crescente desprestígio diante das novas gerações

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As mobilizações de junho de 2013 e os desafios na construção do poder popular

Ativista do MST, coordenador do Núcleo de Estudos Latino-Americanos (NELAM) e professor do Curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Fundação Santo André, Marcelo Buzetto contribui para a Seção Temas em Debate de nossa página com artigo que busca estimular a reflexão sobre o novo ciclo de lutas inaugurado pelas grandes manifestações de junho de 2013. Sua análise pretende debater o potencial daquelas mobilizações, as lições deixadas por elas e sua contribuição para a luta anticapitalista no Brasil. Este artigo foi originalmente publicado, em maio deste ano, na Revista Lutas Sociais nº 31, do Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais (NEILS) – PUC/SP.

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Entrevista com Karl Marx publicada no jornal The World em julho de 1871

Entrevista conduzida por R. Landor, publicada originalmente no jornal The World, de 18 de julho de 1871 .

Karl Marx (1818-1883) iniciou sua carreira como editor de um jornal da cidade de Colônia, na Alemanha, em 1840. Quando a publicação foi fechada pelo governo por razões políticas, Marx transferiu-se para Paris. Ali, seu destino como jornalista não foi muito diferente – o diário em que ele trabalhava também foi cassado. O filósofo e cientista político mudou-se então para Londres, onde escreveria sua grande obra, O Capital, editada pela pri­meira vez em 1867. O correspondente do jornal The World em Londres, R. Landor, realizou a entrevista em um momento crucial da história européia – apenas dois meses depois de sua publicação, a Comuna de Paris, na qual Marx esteve envolvido seria violenta e sanguinariamente reprimida. A conversa entre Marx e Landor, segundo relatos da época, teve uma testemunha privilegiada: Friedrich Engels, o co-autor do Manifesto Comunista, texto divisor de águas na história dos movimentos sociais.

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Smith, Marx e alienação

O economista marxista indiano Prabhat Patnaik, neste artigo originalmente publicado no jornal People’s Democracy, do Partido Comunista da Índia, e traduzido para o Blog resistir.info, analisa o conceito de alienação em Adam Smith e Marx, para concluir que “a alienação sob o capitalismo está basicamente ligada ao fato de que as ações dos indivíduos não são baseadas na sua própria vontade, mas derivam da lógica coercitiva do sistema”.

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