Nascida em 13 de abril de 1915, em Quixeramobim (CE), Ana Montenegro estudou Letras e Direito na UFRJ e depois se radicou na Bahia. Participou desde muito jovem de iniciativas promovidas pelo movimento de esquerda. Filiou-se ao Partido Comunista (PCB) em 1944. Grande ativista do Movimento de Mulheres, foi fundadora da União Democrática de Mulheres da Bahia (1945). Também participou da fundação da Federação Brasileira de Mulheres – organização ligada ao PCB, da Liga Feminina da Guanabara, criada em 1959, e do Comitê Feminino Pró-Democracia. Atuou na Frente Nacionalista Feminista desde meados dos anos 1950 até o golpe de 1964.
Autor: Caio Andrade
Fundação Dinarco Reis homenageia comunistas históricos em Goiás e celebra 93 anos do PCB
A Fundação Dinarco Reis (FDR), na figura de seu presidente, Dinarco Reis Filho, em conjunto com o PCB em Goiás, realizou em Goiânia, no dia 26 de março de 2015, uma cerimônia em homenagem a comunistas históricos, das lutas da cidade e do campo, que militaram e construíram o PCB em Goiás. Prestigiaram a atividade as direções estaduais do PSOL, PSTU e militantes do PDT.
Marxismo21 homenageia Armênio Guedes
Marxismo21 homenageia Armênio Guedes, figura histórica do Partido Comunista Brasileiro, recentemente falecido, aos 92 anos.
Um depoimento da historiadora Marly Vianna e materiais sobre a militância política constam desta merecida homenagem ao auto-denominado “comunista avulso”.
Artigo de Túlio Lopes (PCB-MG e CC) sobre Nestor Vera
“Nestor Vera nasceu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo em 19 de julho de 1915. Seus pais trabalhavam no campo. Teve cinco filhos com sua companheira Maria Miguel Dias. Foi sequestrado no dia 01 de abril de 1975 na Avenida Olegário Maciel, centro de Belo Horizonte. Nestor Vera foi reconhecido como Desaparecido Político pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (processo número 212/96), com base na lei número 9.140/1995. […] Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o agente da repressão Cláudio Guerra confirmou seu assassinato pelo aparato repressivo da ditadura.”
27º Medalha Chico Mendes de Resistência 2015
31 de Março de 2015
18 horas
Local: Auditório da OAB/RJ – Avenida Marechal Câmara, 150 – 9º andar, Centro – RJ
MARX CONTRA A OPRESSÃO DAS MULHERES
MARX CONTRA A OPRESSÃO DAS MULHERES
Por Michael Löwy
Com efeito, Sobre o suicídio de Marx é uma das mais poderosas peças de acusação à opressão contra as mulheres já publicadas. Três dos quatro casos de suicídio mencionados nos extratos se referem a mulheres vítimas do patriarcado ou, nas palavras de Marx, da tirania familiar, uma forma de poder arbitrário que não foi derrubada pela Revolução Francesa (Somente uma das quatro histórias de suicídio selecionadas por Marx concerne a um homem – um desempregado, ex-membro da Guarda Real). Entre elas, duas são mulheres “burguesas” e a outra, de origem popular, filha de um alfaiate. Mas o destino delas fora selado mais pelo seu gênero do que por sua classe social.
Medalha Dinarco Reis para Nestor Vera!

PCB: Inimigo número 1 da ditadura
PCB: Inimigo número 1 da Ditadura.
Palestra de Muniz Ferreira (Comitê Central do PCB)
Dia 25 de Março de 2015.
Hora: 19:00
Local: Sede Nacional do PCB
Rua da Lapa, 180 – 8° andar
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB) e Fundação Dinarco Reis (FDR).
Dinarco Reis Filho, membro do Comitê Central do PCB e presidente da Fundação Dinarco Reis, participa da abertura do Curso Popular Dirce Machado
Dinarco Reis Filho, membro do Comitê Central do PCB e presidente da Fundação Dinarco Reis, participa da abertura do Curso Popular Dirce Machado, atividade de extensão criada por professores e estudantes universitários de Goiás. Em entrevista para o Diário da Manhã, relatou que seu pai Dinarco Reis, um dos mais destacados dirigentes da história do PCB, foi responsável pelo Setor Camponês do Partido e executava missões especiais. Uma delas ocorreu justamente no norte do Estado de Goiás, atraves do movimento que ficou conhecido como a “Revolta de Trombas e Formoso”, cuja principal liderança era o camponês José Porfírio de Sousa, de linhagem comunista e que, preso em 1973, em Goiânia, durante a ditadura, desapareceu e nunca mais foi visto. Os seus restos mortais nunca foram entregues à sua família. Porfírio integra lista oficial dos desaparecidos políticos elaborada pelo Projeto Brasil: Nunca Mais.
Ele atuou em Trombas e Formoso e na rebelião de Porecatu, em que os camponeses foram vitoriosos.
Dirce Machado, homenageada pelo curso oferecido a estudantes de origem popular, também participou do movimento camponês insurgente.
ARQUIVOS DA REPRESSÃO
O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro reúne os documentos das antigas delegacias de polícia política do Rio de Janeiro – DESPS (1933-1945), DPS (1945-1962), DOPS-RJ, DOPS-GB (1962-1975), DGIE (1975-1982). A polícia política teve como atribuição controlar as atividades dos movimentos sociais e a fiscalização das entidades trabalhistas e associativas, constituindo-se em aparelho de repressão política. O acervo reúne documentos ricos para a história política do Brasil entre os anos de 1910 e de 1980, dentre os quais várias peças de propaganda produzidas pelo PCB.