Prestes x maioria do CC: divergências desde a década de 60?

Em O legado de Luiz Carlos Prestes e os caminhos da revolução socialista no Brasil, a historiadora comunista Anita Leocadia prestes defende a tese de que, “em posição minoritária dentro do Comitê Central do PCB, Prestes, seu secretário-geral, defendia uma tática de luta contra a ditadura militar, estabelecida no Brasil a partir do golpe de 1964, que viesse a constituir a ‘conquista de um governo revolucionário, democrático e anti-imperialista, capaz de abrir ao proletariado o caminho para o socialismo’.” De acordo coma historiadora, é essa linha defendida pelo “Cavaleiro da Esperança” que iniciou os conflitos entre o então secretário-geral e a maioria do Comitê Central do Partido, resultando em uma década e meia depois em seu afastamento do “Partidão”.

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Uma possível história do Partido Comunista Italiano

A importância maior de O alfaiate de Ulm, último livro do dirigente comunista Lucio Magri, falecido em novembro de 2011, está no subtítulo que a edição portuguesa que a Boitempo Editorial lança neste início de 2014 recebeu: trata-se de Uma possível história do Partido Comunista Italiano, sua trajetória de maior partido comunista do Ocidente até a crise gerada pelo que se convencionou chamar de eurocomunismo.

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Mauro Iasi: ‘Junho é a materialização do Bloco Revolucionário do Proletariado’

Mauro Iasi, além de membro do Comitê Central do PCB é professor da Escola de Serviço Social da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com diversos livros e trabalhos acadêmicos publicados, sendo que foi presidente do sindicato dos docentes dessa mesma instituição durante o período 2011-2013.

Em longa entrevista exclusiva ao Diário Liberdade, que aqui reproduzimos, Iasi abordou sua pré-candidatura; a formação de uma Frente de esquerda com PSOL, PSTU e movimentos sociais; a reconstrução do Partido Comunista Brasileiro depois do fim da URSS; a construção do Poder Popular como alternativa de ruptura com a ordem burguesa; as Jornadas de Junho como materialização do Bloco Revolucionário do Proletariado e a constituição de uma Frente anticapitalista e anti-imperialista a nível nacional e internacional. Também falou sobre os 10 anos de governos do PT e do rompimento do PCB com o governo Lula em 2005.

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A ditadura caça o PCB

“Após ter jugulado a guerrilha urbana e rural, o poder militar decidiu tomar a mesma providência em relação ao PCB, mesmo ciente de que este partido era infenso à luta armada”, afirma Vinicius Bandera em seu A ditadura caça o PCB: um recorte do período autoritário pós‐64.

De acordo com o autor, “essa decisão foi motivada pelo fato de o PCB ter sido um antigo inimigo da direita e porque os pecebistas eram portadores de uma ideologia antissistema”.

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Obamicidio

Os militantes do PCB em Minas Gerais, Daniel Oliveira (Sabará) e Hallisson Nunes Gomes (BH), acabam de publicar o livro Obamicidio, uma coletânea de poesias editada pela Editora e Livraria Estudos Vermelhos, de responsabilidade de Alex Lombello, de São João del Rey, com capa baseada em uma pintura do espanhol/brasileiro Alexandre Magno da Cunha Gomes (Magaiver).

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Lênin e a transição socialista

Neste artigo, Marcos Del Roio examina alguns aspectos do pensamento e da ação política de Lênin a propósito da transição socialista. Para tanto, discorre sobre a importância da revolução de 1905, da eclosão da guerra imperialista, da revolução de 1917, dos momentos iniciais do poder dos soviets e, por fim das reflexões sobre a NEP. A tese fundamental é que a Rússia, com Lênin vivo, não conseguiu alcançar as condições para a transição socialista.

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