Com o objetivo promover sessões públicas e gratuitas de cinema, ao longo de uma semana, dedicadas à memória e à reflexão crítica sobre os regimes de exceção vividos na América do Sul, em especial no Brasil, e seus reflexos no presente, a mostra de cinema Marcas da Memória, da Comissão de Anistiatem nova programação disponível ao público.
CCBB do Rio recebe palestras sobre os 50 anos do golpe
O Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro recebe, em março, um ciclo de palestras sobre os 50 anos do golpe de 1964. As palestras serão entre os dias 19 e 31, sempre às 18h30.
Moniz Bandeira aponta aliança entre ONGs ocidentais e neonazistas na Ucrânia
Reproduzimos a seguir entrevista que o intelectual Moniz Bandeira concedeu a Marco Aurélio Wissheimer, publicada originalmente na Agência Carta Maior.
Prestes x maioria do CC: divergências desde a década de 60?
Em O legado de Luiz Carlos Prestes e os caminhos da revolução socialista no Brasil, a historiadora comunista Anita Leocadia prestes defende a tese de que, “em posição minoritária dentro do Comitê Central do PCB, Prestes, seu secretário-geral, defendia uma tática de luta contra a ditadura militar, estabelecida no Brasil a partir do golpe de 1964, que viesse a constituir a ‘conquista de um governo revolucionário, democrático e anti-imperialista, capaz de abrir ao proletariado o caminho para o socialismo’.” De acordo coma historiadora, é essa linha defendida pelo “Cavaleiro da Esperança” que iniciou os conflitos entre o então secretário-geral e a maioria do Comitê Central do Partido, resultando em uma década e meia depois em seu afastamento do “Partidão”.
Uma possível história do Partido Comunista Italiano
A importância maior de O alfaiate de Ulm, último livro do dirigente comunista Lucio Magri, falecido em novembro de 2011, está no subtítulo que a edição portuguesa que a Boitempo Editorial lança neste início de 2014 recebeu: trata-se de Uma possível história do Partido Comunista Italiano, sua trajetória de maior partido comunista do Ocidente até a crise gerada pelo que se convencionou chamar de eurocomunismo.
Mauro Iasi: ‘Junho é a materialização do Bloco Revolucionário do Proletariado’
Mauro Iasi, além de membro do Comitê Central do PCB é professor da Escola de Serviço Social da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com diversos livros e trabalhos acadêmicos publicados, sendo que foi presidente do sindicato dos docentes dessa mesma instituição durante o período 2011-2013.
Em longa entrevista exclusiva ao Diário Liberdade, que aqui reproduzimos, Iasi abordou sua pré-candidatura; a formação de uma Frente de esquerda com PSOL, PSTU e movimentos sociais; a reconstrução do Partido Comunista Brasileiro depois do fim da URSS; a construção do Poder Popular como alternativa de ruptura com a ordem burguesa; as Jornadas de Junho como materialização do Bloco Revolucionário do Proletariado e a constituição de uma Frente anticapitalista e anti-imperialista a nível nacional e internacional. Também falou sobre os 10 anos de governos do PT e do rompimento do PCB com o governo Lula em 2005.
A ditadura caça o PCB
“Após ter jugulado a guerrilha urbana e rural, o poder militar decidiu tomar a mesma providência em relação ao PCB, mesmo ciente de que este partido era infenso à luta armada”, afirma Vinicius Bandera em seu A ditadura caça o PCB: um recorte do período autoritário pós‐64.
De acordo com o autor, “essa decisão foi motivada pelo fato de o PCB ter sido um antigo inimigo da direita e porque os pecebistas eram portadores de uma ideologia antissistema”.
Rosa e Karl, dois comunistas
Assassinados em 15 de janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram dois dirigentes comunistas alemães sobre os quais apresentamos as seguintes breves biografias.
Obamicidio
Os militantes do PCB em Minas Gerais, Daniel Oliveira (Sabará) e Hallisson Nunes Gomes (BH), acabam de publicar o livro Obamicidio, uma coletânea de poesias editada pela Editora e Livraria Estudos Vermelhos, de responsabilidade de Alex Lombello, de São João del Rey, com capa baseada em uma pintura do espanhol/brasileiro Alexandre Magno da Cunha Gomes (Magaiver).
Lênin e a transição socialista
Neste artigo, Marcos Del Roio examina alguns aspectos do pensamento e da ação política de Lênin a propósito da transição socialista. Para tanto, discorre sobre a importância da revolução de 1905, da eclosão da guerra imperialista, da revolução de 1917, dos momentos iniciais do poder dos soviets e, por fim das reflexões sobre a NEP. A tese fundamental é que a Rússia, com Lênin vivo, não conseguiu alcançar as condições para a transição socialista.