Curso “De Maquiavel a Lênin: política, poder e Estado”, com Jones Manoel

 

Um dos grandes desafios das organizações populares, sindicatos, movimentos sociais e militância no geral é se apropriar de uma visão crítica, realista e radical da política, Estado e poder. Um famoso dirigente comunista disse que “quem erra na análise, erra na ação”. No tema da política, os erros de análise são potencializados pela dinâmica própria do capitalismo e do Estado burguês que, na aparência do fenômeno, faz com que a política seja reduzida à forma institucional e jurídica, escondendo todas as estruturas de poder além da esfera eleitoral. Reduzir a política ao institucional e eleitoral é uma das principais características da ideologia dominante.

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Bolsas Curso De Maquiavel a Lênin: Política, Poder e Estado

Graças à contribuição de alguns colaboradores, a Fundação Dinarco Reis disponibilizará algumas BOLSAS DE ESTUDO para o Curso “De Maquiavel a Lênin: Política, Poder e Estado” que ocorrerá em 6 módulos ministrados pelo camarada Jones Manoel.

Por dispormos de uma quantidade limitada de bolsas, solicitamos que o participante justifique o interesse no curso e a necessidade da bolsa no formulário abaixo.

As inscrições começam hoje, 10/05/2021 e valerão até o dia 18/05/2021.
*Os ganhadores receberão um e-mail com todas as informações sobre o curso.

BOA SORTE A TODOS!

 

 

Nelson Werneck Sodré e a gênese sócio-histórica da Revolução Brasileira

por Vinícius Okada M. M. D’Amico*

 

 

Introdução

          Nelson Werneck Sodré (1911-1999) foi um dos principais intelectuais marxistas brasileiros do século XX e uma figura central dentro da militância do PCB. Formado, desde criança, no meio militar, construiu carreira no Exército Brasileiro durante quase toda sua vida, tendo alcançado a patente de General nos anos 1960. Difundiu amplamente os ideais democráticos e nacionalistas dentro das Forças Armadas e, para tanto, não se furtou de estudar e escrever sobre a realidade brasileira, tendo o materialismo histórico como guia e fio condutor de sua obra. Foi destacado militante do PCB, tendo sido membro do Comitê Central e um dos pensadores de destaque na síntese política do Partido que balizou sua ação nas décadas de 1950 e 1960.

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Socorrendo investidores ricos em países pobres

por John Smith*

Em 2020, as nações ricas gastaram cerca de US$12 trilhões, mais de 31% dos seus PIBs somados, para impedir o colapso econômico e amortecer os efeitos da pandemia do Covid-19 sobre os seus cidadãos. Este “estímulo orçamental” não incluiu o estímulo monetário na forma de taxas de juros mais baixas e compras de ativos financeiros por bancos centrais.

Em contraste absoluto, sua resposta aos efeitos econômicos catastróficos do Covid sobre os assim chamados países em desenvolvimento na África, Ásia e América Latina – descritos pelo presidente do Banco Mundial , David Malpass, como “piores do que a crise financeira de 2008 e, para a América Latina, pior do que a crise da dívida da década de 1980” – foi uma afronta (kick in the teeth).

Em Novembro, Ken Ofori-Atta, ministro das Finanças do Gana, comentou que

“A capacidade de bancos centrais no ocidente para responderem (à pandemia) numa medida inimaginável, e os limites da nossa capacidade de resposta, são bastante chocantes… Apetece-nos mesmo gritar ‘Não consigo respirar'”.

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A luta contra o fascismo

Comitê Executivo da Internacional Comunista

Clara Zetkin

 

 

O fascismo encara o proletariado como um inimigo excepcionalmente perigoso e amedrontador. O fascismo é a expressão mais forte, concentrada e clássica em nosso tempo da ofensiva generalizada da burguesia mundial. É urgente e necessário fazê-lo cair. Isso não apenas no que diz respeito à existência histórica do proletariado enquanto classe, que libertará a humanidade superando o capitalismo. É também uma questão de sobrevivência para qualquer trabalhador, uma questão de acesso ao pão, a condições de trabalho e qualidade de vida para milhões e milhões de explorados. Leia mais

Lênin e as relações internacionais (1905-1914)

Por Marcos Del Roio¹

 

Publicado originalmente em Novos Rumos, Marília, v. 57, n. 2, p. 21-32, Jul.-Dez., 2020.²

 

 

Introdução

A revolução russa de 1905 é tratada superficialmente, no mais das vezes, como um fenômeno que se restringiu ao ano de 1905 e às condições internas do vasto império czarista. Uma abordagem na perspectiva internacional, no entanto, contribui para iluminar melhor a situação que levaria à guerra generalizada de 1914-1918 e a Rússia a ser o epicentro de um largo processo revolucionário que se espalhou pela Ásia e Europa.

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Contra os direitos humanos

Por Slavoj Žižek.

 

Publicada originalmente na New Left Review, n. 34, julho-agosto de 2005. Traduzido do inglês por Sávio Cavalcante. Revisão de Martha Ramírez-Gálvez e Silvana Mariano para a revista Mediações.

 

 

As invocações contemporâneas aos diretos humanos, em nossas sociedades liberal-capitalistas, geralmente repousam sobre três suposições. A primeira, que tais invocações funcionam em oposição a fundamentalismos que naturalizariam ou essencializam traços contingentes historicamente condicionados. A segunda, que os dois direitos mais fundamentais são a liberdade de escolha e o direito de dedicar a própria vida à busca do prazer (ao invés de sacrificá-la por alguma causa ideológica maior). A terceira, que a invocação aos direitos humanos pode formar as bases para uma defesa contra o “excesso de poder”.

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Alerta Vermelho: vacina popular

Tricontinental

O que é uma vacina?

As doenças infecciosas podem causar quadros graves e levar à morte. Aqueles que sobrevivem à infecção frequentemente desenvolvem proteção duradoura contra a mesma enfermidade. Cerca de 150 anos atrás, os cientistas descobriram que as infecções são causadas por “germes” microscópicos (o que agora chamamos de agentes patógenos), que podem ser transmitidos de animais para humanos e de pessoa para pessoa. Uma pequena amostra enfraquecida desses patógenos poderia desencadear mudanças no corpo que poderiam proteger as pessoas de infecções graves no futuro? Esse é o princípio por trás das vacinas.

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Notas acerca do debate internacional sobre o Imperialismo Tardio

Luís Eduardo Fernandes (*) | O Comuneiro

 

 

Introdução ao debate contemporâneo

 

Logo após a queda do muro de Berlim, o economista indiano Prabhat Patnaik (1990) realizou uma crítica à esquerda ocidental pelo abandono da categoria de “imperialismo” no último quarto do século XX e nas primeiras décadas do século XXI. Patnaik perguntava-se se o fenômeno da “globalização”, na verdade, não seria a expressão mais pura e desenvolvida da dominação imperialista e quão grave era a esquerda, em especial marxista, abandonar o imperialismo enquanto denúncia política e categoria teórica.

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Crise socio-sanitária no Brasil e a importância do SUS

A Fundação Dinarco Reis anuncia, para o dia 06 de abril, às 19:00, uma roda de conversa com trabalhadores da área da saúde coletiva para análise sobre a conjuntura de crise social e sanitária vivenciada no país, o enfrentamento da pandemia e a importância do Sistema Único de Saúde para o povo brasileiro. Neste momento em que vivemos o maior colapso sanitário e hospitalar da história do país, em que 27 unidades federativas, 24 estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS iguais ou superiores a 80%; em que a taxa de imunização do Brasil segue ínfima; e medidas de lockdown não são tomadas pelas classes dominantes, é urgente o debate, organização e ação da classe trabalhadora para a garantia da vida.

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