Democracia burguesa x centralismo democrático

 

O CENTRALISMO DEMOCRÁTICO

Dinarco Reis *

A democracia liberal burguesa e a democracia interna que deve caracterizar o partido revolucionário do proletariado são duas categorias absolutamente distintas. A democracia partidária deve permanecer sempre estreita e dialeticamente relacionada com o centralismo (direção centralizada), isto é, com os princípios da unidade, da disciplina ou, como dizia Engels, “com a autoridade da direção democraticamente eleita”. Trata-se de princípios vitais para a ação organizada do partido do proletariado, capazes de permitirem a ele enfrentar e dirigir com êxito a luta de classes em quaisquer condições e, inclusive, de manter as suas sobrevivência e integridade sob regimes adversos e antidemocráticos.

 

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Como esmagar o fascismo: lições da história!

VEM AÍ O CURSO “Como esmagar o fascismo: lições da história”.

 

 

O Fascismo foi um fenômeno político específico do século XX? Como caracterizar a ascensão de novos movimentos de ultra direita no Brasil e no mundo? Quais semelhanças e diferenças nas estratégias e táticas de luta antifascista ontem e hoje? O presente curso, organizado pela Fundação Dinarco Reis, procurará fornecer subsídios para a reflexão teórica, história e política dessas e outras perguntas tão candentes nos dias atuais.

 

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Tempos atrozes: a dominação de classes no Brasil

Marcos Corrêa/PR
Empresários saem de reunião com Bolsonaro e vão juntos ao STF

 

 

 

ESQUERDA ONLINE

Tempos atrozes (1): fios históricos da dominação de classes no Brasil e contradições

Este é um texto para debate e não possui o formato acadêmico, desprovido das clássicas notas de rodapé. Foi redigido às pressas, diferente do tempo da escrita refletida, em função de conversa com o grande amigo Roberto Leher. Resulta porém de muitos anos de pesquisa e de reflexão e se nutre da convivência com pesquisadores aguerridos do Grupo de Trabalho e Orientação-GTO. Está aberto à crítica e é mais permeável ao erro. Esse é o tempo em que vivemos, temos pressa.
Desde a década de 1990 – não por acaso coincidindo com a chamada redemocratização – o empresariado brasileiro começou um trabalho de ‘modernização’ de suas formas de atuação social e política, continuando sua ação já clássica, setorial, junto ao Estado brasileiro, mas ampliando o escopo de sua intervenção, através de APHEs (aparelhos privados de hegemonia empresariais) voltados para convencer e capturar segmentos das classes trabalhadoras. Tiveram a bênção externa, como da AMCHAM-Br (Câmara Americana de Comércio-Brasil). Contavam com a experiência anterior do Instituto de Pesquisas Sociais e do Instituto Brasileiro de Ação Democrática-IPES-IBAD, polos centrais do golpe empresarial-militar de 1964. Essa modernização pós-Constituinte apresentava-se como ‘democratizadora’ da vida social brasileira, pela dinamização da ‘sociedade civil’ que a mídia corporativa ecoava. Muitos integrantes das esquerdas, com baixos teores críticos e enorme fascínio pelo institucionalismo, simplesmente fecharam os olhos para o fato de que a sociedade civil é âmbito – e dos mais sérios – das lutas de classes e que, portanto, não está nem fora nem acima do mercado ou do Estado. Os críticos que desconfiavam das formulações midiáticas – e com razão – muitas vezes se barricaram atrás unicamente da análise de dados econômicos, recusando-se a analisar esse âmbito estranho e complexo. Perdiam de vista parcela fundamental da atividade das classes dominantes.

 

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Nem Fascismo, nem Liberalismo: Sovietismo!

 

 

Por Antonio Gramsci, via marxists.org, traduzido por Vinícius Okada M. M. D’Amico

Na crise política pela liquidação do fascismo, o bloco de oposição parece ser progressivamente um fator de ordem secundária. Sua composição social heterogênea, suas vacilações, e sua aversão a uma luta das massas populares contra o regime fascista, reduz suas ações a uma campanha jornalística e a intrigas parlamentares, as quais combatem impotentemente contra a milícia armada fascista.

 

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Karl Marx 202 anos

 

Ricardo Costa (Rico) – Secretário Nacional de Comunicação do PCB

KARL MARX nasceu em 05 de maio de 1818 em Tréveris (Trier), capital da província alemã do Reno. Seu pai, Hirschel, advogado e conselheiro de Justiça, em 1824 abandonou o judaísmo, porque, nessa época, os cargos públicos ficavam vedados aos judeus da Renânia, e batizou-se com o novo nome de Heinrich. Terminado o curso secundário em Trier, no ano de 1835, Marx matriculou-se na Universidade de Bonn, com a intenção de estudar Direito. O jovem Marx descobriu a vida boêmia, esbanjou o dinheiro do pai e escreveu versos apaixonados à amiga de infância Jenny von Westphalen, moça de rara beleza e alta posição social, de quem ficaria noivo em 1836, casando-se oito anos mais tarde. Casados, sofreriam toda sorte de privações, e a miséria chegou a ponto de não terem como alimentar os filhos. Dos seis que nasceram, apenas três atingiram a idade adulta.

 

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150 anos de Vladimir Lênin: mais atual do que nunca

Vladimir Ilich Ulianov – Lênin – nasceu aos 22 de abril de 1870, na cidade de Simbirsk, hoje Ulianovsk, Rússia. Para comemorar o 150º aniversário de Lênin, o Iniciative Communiste (IC), jornal do Polo de Renascimento comunista em França, entrevistou a Georges Gastaud, professor de filosofia, sindicalista e Secretário-Geral do PRCF, demonstrando a atualidade do pensamento e obra de Lênin.

(Tradução: Humberto Carvalho – PCB/RS)

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PCB: 98 anos de lutas!

Um Partido forjado e temperado nas lutas do nosso povo e da classe trabalhadora.

 

 

“Heroica e já gloriosa história! A história deste Partido está escrita nas costas lanhadas dos seus militantes, nos muros das cidades, nos cárceres imundos, no sangue dos sacrificados, nas rugas, nos cabelos brancos de todos os que o construíram através da ilegalidade, as perseguições, a luta mais áspera, a reação mais violenta. Eis que o Partido surge das catacumbas para a luz do dia! Novas e maiores responsabilidades. A criança cresceu, oh! operários, o vosso filho criado à custa do vosso sangue e do vosso sacrifício fez-se homem e vai partir por entre o povo. Nunca jamais foi tão grande a vossa responsabilidade, a nossa responsabilidade, de cada um dos militantes”.

(Jorge Amado – Homens e Coisas do Partido Comunista – 1946)

 

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Marx, expropriações e capital monetário

 

 

 

Notas para o estudo do imperialismo tardio

Por Virgínia Fontes

O descompasso entre capital fictício e capital efetivamente respaldado no processo de reprodução ampliada do valor se aprofunda com o predomínio do capital monetário, o que vem fomentando recorrentes crises capitalistas na atualidade.

Introdução

Este texto resulta de releituras, no contexto de pesquisa que experimentou uma inflexão a partir de convite para intervenção no 3º Colóquio Marx e Engels, realizado em Campinas em novembro de 2003 (1). Naquela ocasião, apontei elementos teóricos procurando contribuir para a compreensão das transformações econômicas e políticas no capitalismo contemporâneo. Indicava então, dentre outras questões, a) que a análise do fenômeno deveria levar em consideração a centralidade do tema da expropriação como condição para a compreensão da dinâmica capitalista contemporânea; b) a emergência de uma nova correlação entre subsunção real e formal do trabalho no capital, com o predomínio atual da subsunção real recriando subalternamente um quase simulacro da subsunção formal ao capital; e, c) a correlação entre as expropriações contemporâneas e as formas assumidas pela política.

Com vistas a aprofundar essas questões empreendi uma sequência de estudos sobre o tema do imperialismo. O percurso adotado procurou identificar e retomar os desafios diante dos quais se encontrava Lênin quando elaborou e publicou O Imperialismo, etapa suprema do capitalismo (2). Embora essa etapa do estudo tenha começado por uma releitura cuidadosa da obra de Lênin (3), incorporou simultaneamente a leitura d’O Capital, de Marx, procurando identificar os elementos que, já no século XIX, este apontava sobre os desdobramentos do capital em sua dinâmica expansiva.

 

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O que é marxismo-leninismo?

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Publicado em Lavra Palavra

Por Florestan Fernandes via Overquil

O texto a seguir foi retirado da introdução do volume “Lenin; Política”, que faz parte da importante (e esgotada!) coleção Grandes Cientistas Sociais, organizada por Florestan Fernandes e editada pela Ática no fim dos anos 70.

Desde o inicio de suas atividades intelectuais e políticas, Lênin sempre se considerou um marxista – e, o que é mais importante, sempre procurou ser um marxista ortodoxo. Por isso, não se contentou com a rica produção socialista que encontrou à sua disposição como jovem: foi diretamente aos textos de Marx e Engels, estudou-os sistematicamente e aos poucos tentou dominar também os autores que estavam nas raízes da formação do marxismo. A sua primeira obra de grande envergadura, O Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia, evidencia três coisas: 1) completo domínio crítico das teorias econômicas de Marx e do materialismo histórico; 2) aplicação exclusiva dessas teorias na descrição e interpretação dos fatos (isto é, sem qualquer modalidade erudita de ecletismo); 3) as teorias econômicas de Marx forneciam “hipóteses diretrizes”, estando longe de ser a fonte de um dogmatismo estéril: o que assegurava a marcha criadora da investigação, que se abria para a descoberta tanto do que era geral, quanto para o que era peculiar à manifestação do capitalismo na Rússia.

 

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