Lançamento do livro Luta e Memória

Lançamento:

Luta e Memória: A preservação da memória histórica do Brasil e o resgate de pessoas e de documentos das garras da ditadura.

Com depoimentos de Zuleide Faria de Melo, Marly Vianna e Dora Henrique da Costa, o livro organizado pela Professora Maria Ciavatta fala sobre a luta pela preservação dos arquivos de Astrojildo Pereira bem como do resgate de pessoas e documentos durante a ditadura.

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Por quem os sinos dobram?

Por quem os sinos dobram?

Texto do jornalista Luiz Carlos Azedo, ex-integrante do Comitê Central do PCB.

“Nunca se vence uma guerra lutando sozinho

Cê sabe que a gente precisa entrar em contato”,

Raul Seixas

A referência ao título do romance de Ernest Hemingway, que retrata a Guerra Civil Espanhola, tem muito a ver, mas a inspiração veio mesmo é da música de Raul Seixas. Este texto é uma homenagem aos que foram sequestrados, presos, torturados e mortos porque lutavam pela liberdade e pela democracia no Brasil durante o regime militar. Especialmente àqueles militantes e dirigentes do PCB que o fizeram pacificamente, apenas defendendo com coragem, dedicação e sacrifício pessoal os seus ideais, seja no trabalho clandestino, seja nas suas atividades legais.

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Por quem os sinos dobram?

Por quem os sinos dobram?

Texto do jornalista Luiz Carlos Azedo, ex-integrante do Comitê Central do PCB.

“Nunca se vence uma guerra lutando sozinho

Cê sabe que a gente precisa entrar em contato”,

Raul Seixas

( http://letras.mus.br/raul-seixas/70211/ )

A referência ao título do romance de Ernest Hemingway, que retrata a Guerra Civil Espanhola, tem muito a ver, mas a inspiração veio mesmo é da música de Raul Seixas. Este texto é uma homenagem aos que foram sequestrados, presos, torturados e mortos porque lutavam pela liberdade e pela democracia no Brasil durante o regime militar. Especialmente àqueles militantes e dirigentes do PCB que o fizeram pacificamente, apenas defendendo com coragem, dedicação e sacrifício pessoal os seus ideais, seja no trabalho clandestino, seja nas suas atividades legais.

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Marx, Gramsci e o poder: dois marxismos?

Marx, Gramsci e o poder: dois marxismos?

Por Juliano Medeiros*

Marx foi um dos mais influentes pensadores do nosso tempo. Inspirados por suas ideias, movimentos políticos, organizações sociais e correntes de pensamento ajudaram a forjar o século XX. Portanto, sua obra teve uma influência não só intelectual, mas também política. Como típico pensador de seu tempo, Marx tem uma obra que abrange a economia, o direito, a filosofia, a história e a política. Estruturando uma interpretação que reunia diferentes campos do conhecimento – a chamada “Economia Política” – desenvolveu sua teoria a partir da análise do funcionamento do capitalismo e seus impactos sobre a totalidade da organização social.

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[CURSO] – Antonio Gramsci – Prof. Dr. Fabio Frosini, da Universidade de Urbino, Itália.

[CURSO] – Antonio Gramsci – Prof. Dr. Fabio Frosini, da Universidade de Urbino, Itália.

O Prof. Dr. Fabio Frosini é professor pesquisador do departamento de Filosofia na Universidade de Urbino, na Itália. Desde sua fundação (em 2004) faz parte do Direttivo del Centro interuniversitario di ricerca per gli studi gramsciani, sediado em Bari e também é integrante da équipe de trabalho que organiza a nova edição dos Cadernos do cárcere. Desde 2008, Frosini è membro do Comité científico da Fondazione Istituto Gramsci de Roma. Entre as suas publicações sobre o revolucionário italiano, destacam-se: Gramsci e la filosofia. Saggio sui «Quaderni del carcere». Roma: Carocci, 2003; Da Gramsci a Marx. Ideologia, verità e politica. Roma: DeriveApprodi, 2009; La religione dell’uomo moderno. Politica e verità nei «Quaderni del carcere» di Antonio Gramsci. Roma: Carocci, 2010.

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40 ANOS SEM VLADO HERZOG: O PCB NA LUTA CONTRA A DITADURA

No último dia 21 de outubro, a sede nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) abrigou atividade organizada pela Fundação Dinarco Reis em memória do assassinato de Vlado Herzog, jornalista e militante do PCB barbaramente torturado e morto nas dependências do DOI-CODI de São Paulo, em 25 de outubro de 1975. A mesa redonda contou com a participação dos dirigentes nacionais do PCB Muniz Ferreira, Ricardo Costa e Paulo de Oliveira, que expuseram suas considerações acerca do processo histórico em que se deu a implantação da ditadura após o golpe de Estado de 1964 e a ofensiva da repressão ao PCB, intensificada nos anos de 1974 e 1975, com a chamada Operação Radar.

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Orlando Bonfim Junior, Presente!

Memórias de um tempo muito ruim…

Por José Geraldo da Costa

Há 40 anos: Membro da Executiva Nacional do PCB e editor-chefe do clandestino Voz Operária, Orlando Bonfim Junior foi sequestrado em Vila Isabel, em outubro de 1975. Saltou do carro na Barão de Bom Retiro, na altura do Parque Viveiros de Vila Isabel (o antigo zoológico) e pediu que Puã, seu caseiro e motorista, com cuja família morava, o esperasse na Rua Teodoro da Silva, na altura do Hospital Pedro Ernesto, da Faculdade de Medicina da UERJ. Não apareceu na hora marcada. Ele havia advertido Puã, genro dos irmãos Jaime (outro desaparecido) e Nilson Miranda, que poderia ser preso e pediu-lhe para que, caso não aparecesse, Dedé, o motorista do Giocondo Dias, com quem teria um ponto no dia seguinte, fosse avisado imediatamente, o que foi feito. A seguir, Puã retirou a família de casa e se mudou para Xerém, segundo ele próprio me relatou.

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40 ANOS DEPOIS: O MASSACRE DO PCB E A TRANSIÇÃO PARA A DEMOCRACIA BURGUESA NO BRASIL

O golpe de 1964 não foi um mero golpe militar. Resultou de uma articulação dos setores mais dinâmicos da burguesia brasileira com os grupos conservadores, com vistas à repressão ao ascendente movimento popular e para garantir o pleno desenvolvimento do capitalismo monopolista no país. Prova dessa articulação foi a Operação Bandeirantes (Oban), nascida em São Paulo com financiamento de grandes empresas brasileiras e estrangeiras. O aparelho repressivo virou DOI/CODI (Destacamento de Operações e Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) e, sob o comando direto do Ministro do Exército, unificou as ações das Forças Armadas, de delegacias estaduais e das polícias militares no combate àqueles que resistiam à ditadura.

Tratava-se de uma máquina de matar. Uma a uma, as organizações que optaram pela luta armada foram sendo aniquiladas, através de um trabalho profissional de perseguição aos militantes, infiltração nos grupos de esquerda, tortura e morte. Em seguida, deu-se a ofensiva contra o PCB, que passou a ser visto como inimigo maior do regime, pelo entendimento de que o Partido, com seu histórico de lutas e influência no movimento sindical e popular, tinha ramificações em vários setores da sociedade, inclusive na imprensa e no MDB, que adotava postura mais oposicionista. A linha adotada pelo PCB, de investir na luta pelas liberdades democráticas e na retomada do movimento de massas, era percebida, pelos órgãos de repressão, como a mais “inteligente” e perigosa, pois capaz de influir em futuras transformações políticas no país.

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