Os abutres financeiros querem a chave do cofre
– Notas para um debate sobre a independência do Banco Central do Brasil
por EdmiIson Costa
A questão da independência do Banco Central (Bacen) ou sua submissão aos governos eleitos democraticamente é um tema recorrente no debate sobre a economia brasileira, especialmente nos momentos de aumento da inflação, quando se discute o problema do déficit público, por ocasião de qualquer crise econômica e, especialmente, nos momentos eleitorais. Um frenesi intenso toma conta dos chamados formadores de opinião e a mídia corporativa, quase toda alinhada com o capital financeiro nacional e internacional e com as teses neoliberais, se encarrega de multiplicar a catilinária ortodoxa e creditar todas as dificuldades da economia à falta de independência do Banco Central. Para as pessoas que não são versadas no conhecimento da economia, esse parece ser um assunto bizantino, distante de sua vida real, afinal o que o cidadão comum tem a ver com política monetária, taxa de juros, dívida interna, metas de inflação, superávit primário, emissão de moeda, controle da liquidez, câmbio e coisas do gênero?
Partido Comunista do México
IMPERIALISMO E GUERRA
Entrevista de Orlando Borrego, companheiro de Che, concedida a Néstor Kohan
O Jornal Voz Operária, do PCB, publicava, na década de 1970, matérias destacando a luta de Angela Davies nos Estados Unidos. Em março de 1971, na reportagem “Continua o Processo-Farsa de Angela Davies”, quando uma campanha internacional de solidariedade exigia a libertação da militante negra comunista, que sofria a perseguição do Estado norte-americano por sua participação nos movimentos em defesa dos direitos dos trabalhadores, das mulheres e dos negros nos EUA. Em maio de 1972, o mesmo jornal publicava entrevista com Angela Davies: “Por que sou comunista”.
Artigo de Luiz Alves para o Blog A Verdade lembra o massacre sofrido pelos operários da Usiminas na cidade de Ipatinga, em 07 de outubro de 1963, em que a violência utilizada pela polícia do então governador Magalhães Pinto representava um ensaio do que estava para ocorrer no Brasil com a implantação da ditadura militar apoiada pelos grandes empresários e proprietários em abril do ano seguinte. O Jornal NOVOS RUMOS, órgão oficial do PCB, na edição nº 249, na página 07, denunciava, em reportagem intitulada “Usiminas: Escravidão e Violência”, as condições de superexploração a que estavam submetidos os trabalhadores e a repressão policial que se abateu sobre eles, quando decidiram ir à greve.
Professor doutor da UNIRIO e pesquisador do Museu de Astronomia e Ciências Afins, o militante do PCB Pedro Eduardo Marinho, neste artigo, buscando subsídios teóricos à pesquisa sobre os intelectuais técnico-científicos brasileiros e suas relações de classe na segunda metade do século XIX, parte da concepção de “Estado ampliado” ou “Estado integral” de Gramsci, na qual o domínio da classe ou fração de classe dominante se apóia sobre o consenso dos dominados e sobre a coerção, lembrando a figura do centauro – meio homem, meio animal – retirada do “Príncipe”, de Maquiavel – , instituição composta de força e consenso, de dominação e hegemonia, de violência e civilização. O objetivo é analisar um dos aspectos do processo de complexificação do Estado brasileiro no fim do século XIX, com o estudo de caso do Clube de Engenharia, fundado em 1880 no Rio de Janeiro, e da prática política do seu grupo dirigente que, ao organizar demandas e inscrever quadros na sociedade política, consolidava a agremiação, à época, como importante organismo privado de hegemonia.
O camarada Ivan Hermine Barbosa, membro do Comitê Central do PCB, apresenta, de forma didática para a militância partidária, o histórico de conflitos no Oriente Médio e a questão palestina, para melhor compreensão acerca dos acontecimentos atuais na região, onde o Estado terrorista de Israel promove o genocídio do povo palestino.