O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO
(Vinícius de Moraes)
Rio de Janeiro , 1959
E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os
reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem
quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Prezadxs,
João Márcio Mendes Pereira
Milton Pinheiro[1]
RELATÓRIO APRESENTADO PELA COMISSÃO DA VERDADE EM MINAS GERAIS SOBRE O DESAPARECIMENTO DO CAMARADA NESTOR VERA.
Muniz Ferreira, professor de História na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e membro do Comitê Central do PCB, publica artigo esclarecendo o papel do Coletivo Minervino de Oliveira, organização que tem como elemento definidor de sua identidade política a convicção de que a vitória definitiva sobre o racismo e a discriminação racial e a conquista de uma sociedade caracterizada por uma igualdade substancial nas chamadas relações raciais são impossíveis sob as condições do capitalismo e da ordem burguesa.
Ronílson Barboza de Souza, professor da Universidade de Pernambuco (UPE), mestre em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e militante do PCB, analisa a participação dos comunistas brasileiros nas lutas do campo, ao longo da história do PCB, desde a fundação até o golpe de 1964, esclarecendo, à luz do olhar teórico de clássicos do marxismo, como se deu a relação do Partido com os camponeses no Brasil.
Giovanni Alves
No dia 03 de junho de 2013, Victor Neves, militante da Célula de Cultura do Partido Comunista Brasileiro e doutorando na Escola de Serviço Social da UFRJ, realizou entrevista com Leandro Konder para sua pesquisa sobre o pensamento de Carlos Nelson Coutinho. A entrevista, devido ao estado já frágil da saúde de Konder, contou com as presenças amigas de Cristina, sua companheira, e de Milton Temer, seu velho camarada. Foram abordados vários assuntos, desde a trajetória política comum de luta pelo socialismo e de resistência à ditadura, passando pelo trabalho de difusão do marxismo no Brasil, até o enfrentamento a temas polêmicos como o eurocomunismo e o conceito de democracia
A Fundação Dinarco Reis publica o Programa e os Estatutos da Internacional Comunista (a III Internacional), aprovados no seu VI Congresso, realizado entre julho e setembro de 1928, em Moscou. O VI Congresso da IC foi marcado pela inauguração da tática política que denunciava a social-democracia como um “social-fascismo”, rejeitando quaisquer alianças dos comunistas com seus adeptos, o que resultaria, no início dos anos trinta, em uma linha que não vislumbrava diferenças entre a ditadura fascista e a democracia burguesa. Estabelecia-se, também, neste congresso, a “hierarquia das três forças”: à frente da revolução mundial marchava o proletariado da União Soviética, seguido pelo movimento operário dos países capitalistas, sob a direção da Internacional, ambos acompanhados, por fim, de um “exército auxiliar” formado pelas massas trabalhadoras das colônias, em luta contra a exploração imperialista. O anti-imperialismo deveria mobilizar as ações dos comunistas no mundo, no sentido de se oferecer a necessária resistência dos trabalhadores à ameaça representada pela guerra imperialista à pátria do socialismo.