Segundo Virigínia Fontes, as transformações ocorridas no capitalismo contemporâneo – o imperialismo tardio – exigem a retomada da reflexão dos clássicos (em especial Marx, Lênin e Gramsci), de maneira a balizar o terreno – econômico, político e cultural – no qual transcorrem as lutas de classes no mundo atual.
De acordo com a autora, “há alguns movimentos já perceptíveis, mas ainda opacos: a expropriação contratual de funcionários públicos, substituídos por uma força de trabalho precarizada e terceirizada através dessas entidades, e a expansão de atividades lucrativas através da utilização de mão de obra desprovida de quaisquer direitos ou contratos. Se a lucratividade é juridicamente limitada aos salários de gerentes e gestores, as conexões entre essa enorme miríade de entidades merece análise detalhada. Este me parece ser o solo social da atual expansão do capital-mercadoria ou monetário no plano internacional”.