O PCB entrava na década de 1980 com significativo prestígio junto aos setores democráticos e populares, em decorrência da heroica resistência de seus militantes durante o período mais violento da ditadura implantada em 1964 e por ter se dedicado à tática de construção de uma ampla frente antiditatorial, a qual havia conquistado, naquele exato momento, o retorno ao país de líderes da oposição ao regime, como Luiz Carlos Prestes, Gregório Bezerra, Leonel Brizola, Miguel Arraes, dentre outros, além da libertação de presos políticos no Brasil.
Mas a Lei de Anistia, na contramão de toda a campanha promovida pelos movimentos populares e democráticos, que desejavam uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para os que haviam sido perseguidos pela ditadura, criou a figura da “anistia recíproca”, uma excrescência jurídica e política, pois os torturadores e carrascos do regime, sem terem sido julgados nem condenados a nada, estavam livres de qualquer possibilidade de punição a seus atos. A luta tinha de prosseguir.
Crise interna e saída de Prestes
Nas últimas semanas de 1945, pouco após a saída de Luiz Carlos Prestes da prisão, o PCB editou e distribuiu milhares de exemplares de A Palavra de Luiz Carlos Prestes: Manifesto ao Povo. Simples, para ampla difusão, o material trazia a constituição da União Soviética e trechos de uma entrevista coletiva do ‘Cavaleiro da Esperança’ sobre a pauta política daquele momento histórico. Um belíssimo exemplo de agitação e propaganda.
A Base Francisco de Assis Bravo (PCB de Nova Friburgo) reproduz importante documento histórico, a entrevista concedida por José Pereira da Costa Filho (Costinha), um dos fundadores do PCB em Friburgo, então com 97 anos, ao jornalista e também comunista Aristélio Andrade. Costinha faleceu um ano depois desta entrevista, e Aristélio nos deixaria em março de 2010, perto de completar 76 anos.
A Fundação Dinarco Reis está produzindo a biografia de Dinarco Reis, com o título “O Tenente Vermelho”. A obra, que sairá no segundo semestre, aborda aspectos da vida pessoal e política do destacado militante comunista.
Confira, na edição de 25 de agosto de 1928, manchete de A Classe Operária com matéria na primeira página sobre o lançamento das candidaturas de Octávio Brandão e Minervino de Oliveira para o parlamento do Rio de Janeiro, nas eleições regionais daquele ano.
Oferecemos a você cópia do boletim interno “A Luta”, do PCB municipal de Santos (SP), obtido pela repressão política e liberado agora pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo.
O periódico A Classe Operária produziu, no início da década de 1950, ao menos três suplementos específicos com orientações para os leitores sobre como fazer agitação e propaganda. Recuperamos esse material, que você pode conferir nos links que se seguem.
Realizado em 2005, o XIII Congresso do PCB ocorreu em meio a intenso debate sobre o caráter do governo Lula e o futuro do Partido. Suas resoluções, consolidadas quatro anos depois, no XIV Congresso, marcam definitivamente o fim da ilusão de alianças com uma pretensa “burguesia nacional” e afirmam o caráter classista da linha política dos comunistas brasileiros.
O diário Tribuna Popular foi fundado no Rio de Janeiro com sua edição inaugural circulando em 22 de maio de 1945, seis meses antes do fim do Estado Novo. Só deixou de ir `Pas bancas em 28 de dezembro de 1947, quando o PCB foi posto novamente na ilegalidade por parte do governo do general Eurico Dutra.
A Tribuna de Debates do IX Congresso do PCB, publicada em Voz da Unidade em 1991, não deixava margem para dúvidas: o partido estava completamente dividido entre aqueles que queriam transformá-lo numa entidade social-democrata, abandonando o marxismo e a perspectiva da luta de classes, e aqueles que se propugnavam a recuperar as melhores tradições comunistas.