LICÕES DA EXPERIÊNCIA CHILENA (1970-1973)

imagemArtigo produzido pelo professor de História Paulo César De Biase Di Blasio, da rede pública estadual de Nova Friburgo/RJ e militante da Unidade Classista, analisa processo histórico recente do Chile e a experiência do governo popular de Allende, partindo do pressuposto de que, no Chile, ocorreu um desenvolvimento econômico atípico em relação aos demais países latino-americanos, em grande parte exportadores de produtos agrícolas tropicais. Tal processo teria condicionado o desenvolvimento social e político, de estabilidade incomum. No século XX, a estrutura social chilena estava mais próxima das composições sociais dos países europeus desenvolvidos do que das de seus irmãos da América Latina. A estabilidade institucional, nos 40 anos anteriores à eleição de Allende, dava ao país e à democracia chilena ares de país de primeiro mundo, com partidos operários de forte base social e expressiva aceitação eleitoral. A conjunção desses fatores permitiu que o programa da Unidade Popular fosse elaborado e apresentado à população nas eleições de 1970. A apertada vitória da UP dava início a uma experiência inédita na história do movimento operário de todo o mundo: a tentativa de se chegar ao socialismo pela via pacífica, segundo um modelo democrático, pluralista e libertário. No entanto, a cruel realidade dos fatos demonstrou que a experiência chilena pela via pacífica não foi bem sucedida. O artigo busca encontrar as razões para este desfecho, tão caro aos revolucionários e progressistas de todo o mundo.

 

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Reflexão sobre histórias polémicas do PCUS, da Revolução de Outubro e da URSS

por Miguel Urbano.

Este artigo foi escrito para ser incluído num livro póstumo que estou a preparar. Alterei essa decisão porque a minha companheira me persuadiu de que a sua publicação imediata, nestes dias em que a Humanidade (incluindo Portugal) está atolada na crise estrutural do monstruoso sistema do capital condenado a desaparecer pode ser útil.

Li em 1961, na Guiné Conakri, a tradução francesa da História do Partido Comunista (bolchevique) da URSS, revista e aprovada em 1938 pelo Comité Central do PCUS. Em Portugal, por iniciativa do camarada Carlos Costa, a referida História foi publicada em 2010 [1] com o subtítulo Breve Curso e um prefácio, muito elogioso, de Leandro Martins, então chefe da redação do Avante!. A iniciativa gerou polemica no PCP.

OLHARES INCOMPATÍVEIS SOBRE A HISTÓRIA

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A PEC 241 e o desmonte do Brasil

imagemPublicado mais um extenso conjunto de textos e documentos que se orientam pela perspectiva crítica à política antipopular do atual executivo federal. Diferentemente do que prega o governo usurpador, a PEC 241 não irá “retirar o país do vermelho”, nem tampouco contribuirá para “construir o Brasil”. Na verdade, a PEC 241 é a demonstração cabal de que nos momentos de crise, deve imperar a lógica da “socialização das perdas e da privatização dos lucros”. Ou seja, quem vai “pagar o pato” da crise serão, novamente, os trabalhadores.

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O Socialismo Africano Revisitado

O Socialismo Africano revisitadoPor Kwame Nkrumah, via Marxists.org, traduzido por Gabriel Landi Fazzio

Nascido em 21 de setembro de 1909, Kwane Nkrumah foi o grande líder da independência de Ghana e um dos mais influentes pensadores do chamado ‘socialismo africano’. Influenciado pelas ideias de Marcus Garvey, do marxista C.L.R. James, do exilado russo Raya Dunayevskaya e do sino-americano Grace Lee Boggs, Nkrumah desenvolveu sua obra em constante relação com os desenvolvimentos da luta independentista na África.

O texto abaixo foi originalmente lido no Seminário Africano que ocorreu no Cairo, sob o convite de dois órgãos, o “At-Talia” e o “Problemas da Paz e Socialismo”.

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Lênin: Teoria e Prática Revolucionária

altNo próximo dia 14, quarta-feira, a Fundação Dinarco Reis (FDR) convida todas e todos para o lançamento do livro “Lenin: Teoria e Prática Revolucionária”.

Organizado por Marcelo Braz (UFRJ) e Anderson Deo (UNESP), o debate contará, além dos organizadores, com José Paulo Netto (UFRJ), Antônio Carlos Mazzeo (USP), Mauro Iasi (UFRJ) e o candidato a vereador no Rio de Janeiro pelo PCB: Heitor César.

Em tempos de crises, golpes, fascistização e cretinice parlamentar, debater Lênin é um exercício impreterível para todos que anseiam por transformações radiais em nossa sociedade!

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Se a cidade fosse dos trabalhadores e das trabalhadoras por Marcelo Braz

altNesse ensaio Marcelo Braz, professor doutor da Escola de Serviço Social da UFRJ, didaticamente demonstra como a construção do espaço urbano nas grandes cidades também é essencialmente marcada pela luta de classes. Tendo o Rio de Janeiro como grande laboratório de remodelamento de uma cidade voltada para o grande capital, Braz expõe as contradições desse modelo segregador sem menosprezar as diversas resistências políticas e culturais da classe trabalhadora. Justamente às vésperas de eleições municipais vale a leitura para pensarmos uma alternativa popular e anticapitalista nas diversas lutas urbanas.

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Carlos Nelson Coutinho

altEm 28 de junho de 2016, dia em que Carlos Nelson Coutinho completaria 73 anos, marxismo21 homenageou o autor com a publicação de um extenso dossiê sobre a sua obra teórica. Nesta página são divulgados livros, artigos, entrevistas etc. bem como diversos textos e vídeos que examinam o profícuo trabalho intelectual desse pensador.

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Camarada Dalva, presente!

É com pesar que a Fundação Dinarco Reis vem comunicar o falecimento da camarada Dalva do Nascimento, ocorrido no último dia 26.

Dalva nasceu em Prata, MG, em 1918. Na década de 20, mudou-se para Uberlândia e graduou-se em Ciências Contábeis. Na adolescência, ingressou no PCB e prestou solidariedade a velhos camaradas como Élson Costa, Ivan Ribeiro e Dinarco Reis, abrigando-os em sua casa na clandestinidade.

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Escravocratas de ontem e de hoje por Astrojildo Pereira

Ainda jovem iniciou sua militância em organizações operárias de orientação anarquista, tendo sido um dos promotores, em 1913, do II Congresso Operário Brasileiro. Iniciou na imprensa operária sua carreira de jornalista, atividade a que se dedicaria durante a maior parte de sua vida.

Com a vitória da Revolução Russa, em 1917, começou a afastar-se do anarquismo.

Em 1922, participou do congresso de fundação do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), em Niterói (RJ).

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