A descoberta da vala clandestina do Cemitério de Perus, em 1990, deu início a uma nova realidade sobre os crimes da ditadura: foi criada uma CPI na Câmara Municipal de São Paulo e, pela primeira vez, o parlamento tratou de assunto no país.
De 17 de setembro de 1990 a 15 de maio de 1991, a CPI do legislativo paulistano ouviu vítimas, algozes e cúmplices, localizou corpos, um centro de tortura até então desconhecido e revelou atrocidades. Foi, até então, a maior investigação sobre os crimes da ditadura no Brasil.
Os depoimentos e desdobramentos daquele período estão no livro Vala Clandestina de Perus, desaparecidos políticos, um capítulo não encerrado da história brasileira.
Junto com o lançamento do livro, será aberta exposição com fotos históricas, tiradas durante a abertura da vala pelo fotógrafo Marcelo Vigneron e outras, dos arquivos dos familiares de mortos e desaparecidos e também encontradas nos espaços públicos utilizados por servidores, agentes e cúmplices do regime autoritário.
Quando: Terça-feira, 4 de setembro de 2012, às 19 horas
Onde: Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (rua General Jardim, 522, Vila Buarque, São Paulo).