Karl Marx 200 anos

imagemRicardo Costa (Rico) – Secretário Nacional de Comunicação do PCB

KARL MARX nasceu em 05 de maio de 1818 em Tréveris (Trier), capital da província alemã do Reno. Seu pai, Hirschel, advogado e conselheiro de Justiça, em 1824 abandonou o judaísmo, porque, nessa época, os cargos públicos ficavam vedados aos judeus da Renânia, e batizou-se com o novo nome de Heinrich. Terminado o curso secundário em Trier, no ano de 1835, Marx matriculou-se na Universidade de Bonn, com a intenção de estudar Direito. O jovem Marx descobriu a vida boêmia, esbanjou o dinheiro do pai e escreveu versos apaixonados à amiga de infância Jenny von Westphalen, moça de rara beleza e alta posição social, de quem ficaria noivo em 1836, casando-se oito anos mais tarde. Casados, sofreriam toda sorte de privações, e a miséria chegou a ponto de não terem como alimentar os filhos. Dos seis que nasceram, apenas três atingiram a idade adulta. Leia mais

François Chesnais e os impasses do capitalismo

imagemPor Eleutério F. S. Prado

Resenha de três textos em sequência, de François Chesnais.

Traduzidos para o português por Eleutério Prado, estão disponíveis em Economia e Complexidade


É preciso começar pelo fim. François Chesnais escreveu em novembro de 2017 uma série de três pequenos artigos para o portal A l’encontreem que atualiza a sua compressão dos impasses atuais do capitalismo globalizado. Na última sentença do terceiro artigo, cita com aprovação uma frase de um filósofo francês muito conhecido por seus trabalhos seminais em sociologia da ciência: “numa perspectiva diferente, compartilho o julgamento de Bruno Latour segundo o qual as classes dominantes já não pretendem governar, mas apenas se protegerem do mundo”. Pois, diante das perspectivas para manter o modo de vida dominante, chegaram à conclusão paradoxal – e que permanece amplamente tácita – de que “não há mais lugar na terra para eles e para o resto dos habitantes do mundo”.

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Marxismo, uma filosofia da práxis para a Revolução

imagemJEAN SALEM SEMPRE CONOSCO!

Venho de saber do falecimento do filósofo marxista francês Jean Salem.

Especialista no materialismo grego e latino, era professor de Filosofia na Universidade de Paris I, Sorbonne.

Entre a sua vasta obra recomendamos “Lenine e a Revolução” [publicada no nosso idioma polas Edições Avante em 2006], um magnífico ensaio sobre a atualidade e necessidade do leninismo.

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Fantasma Georgiano

https://images-cdn.9gag.com/photo/a8bq80Y_700b.jpgDo políptico de entrevistas que Oliver Stone fez a Vladimir Putin interessou-me sobremaneira o exercício de história comparada do presidente russo sobre José Estaline. [1] É que o bendito José e o maldito Estaline continuam a cativar e a assombrar audiências desde 1922. Para Putin, Estaline teve o seu lado luminoso e o seu lado escuro à maneira de Cromwell ou Napoleão. Parece calibrado o ponto de vista. Pergunte-se (ainda hoje) o que pensam a Irlanda e a Escócia do Grande Matador & Confiscador Cromwell. Sepultado na Abadia de Westminster, foi acordado (em tempos que já lá vão) do augusto repouso. Pena sumária: cadáver suspenso em correntes e decapitado. Mas o mau nome desvaneceu-se. Pergunte-se (ainda hoje) ao Haiti e a Portugal o que pensam do Grande Fuzilador & Pilhador Napoleão.

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O épico e o trágico na história do Haiti

imagemPor Jacob Gorender

NESTE PRECISO momento, em que escrevo a resenha de um livro notável sobre o Haiti, o país caribenho esteve assolado por uma rebelião sangrenta, que obrigou o presidente Jean Bertrand Aristide a abandonar o cargo e se refugiar no exterior. Em dois séculos de história, no entanto, Aristide foi o primeiro governante haitiano a exercer o poder após conquistá-lo pela via eleitoral, em 1994. Encontrava-se no segundo mandato, que não conseguiu completar, acusado de corrupção, de arbitrariedades e de violências.

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Uma Revolução que mudou o mundo e a forma de luta da classe trabalhadora

imagemHeitor Cesar R. de Oliveira

 

“O Estado é o produto e a manifestação do caráter inconciliável das contradições de classe. O Estado surge precisamente onde, quando e na medida em que as contradições de classe objetivamente não podem ser conciliadas. E inversamente: a existência do Estado prova que as contradições de classe são inconciliáveis.”

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Stalin e Hitler: irmão gêmeos ou inimigos mortais?

imagemEm contraste com a recorrente interpretação que, à luz da categoria de “totalitarismo”, equipara o nazismo e o bolchevismo – e especificamente Hitler e Stálin –, este artigo pretende demonstrar que os líderes do nazismo alemão e da União Soviética tinham posições políticas antagônicas. Hitler parece estar muito mais próximo da política de Winston Churchill. Acima de tudo, este ensaio se concentra no conceito de colonialismo: em seu interior, as diferenças entre Hitler e Stálin tornam-se óbvias. A guerra de Hitler foi uma guerra colonial, de base racial, bastante semelhante à política de conquistas dos Estados Unidos. A União Soviética de Stálin se opôs de forma vigorosa e bem-sucedida a essa guerra. Ou seja: Stálin e Hitler não são irmãos gêmeos, e sim inimigos mortais

por: Domenico Losurdo

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As Revoluções Camponesas de 1917

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Sarah Badcock*

Em 1917, os camponeses eram fator decisivo no jogo político. Definiam respostas dos políticos aos desafios nacionais; produziam, controlavam e decidiam sobre os suprimentos de alimento; os soldados eram camponeses armados e uniformizados, fazendo e acontecendo no mundo do poder político; e, porque eram a maioria dos moradores das cidades russas, também tiveram papeis chaves nos levantes urbanos.

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Lima Barreto: As mulheres da Revolução

imagemLima Barreto insiste na grandeza de mulheres como Vera Zasulitch e Alekssandra Kollontai para atacar as tentativas mesquinhas de desqualificação dos revolucionários russos como meros “loucos”. E dispara: “Não posso negar a grande simpatia que me merece a Revolução Russa; não posso esconder o desejo que tenho de ver um movimento semelhante aqui, de modo a acabar com essa chusma de tiranos burgueses, acocorados covardemente por detrás da Lei, para nos matarem de fome”.

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