O PCB e a guerra da Coréia: Memória, História e Imaginário Social

Na década de 1950, um dos objetivos dos comunistas brasileiros era o de impedir a participação do Brasil na Guerra da Coréia ao lado dos Estados Unidos. O PCB patrocinou a “Campanha Contra o Envio de Soldados Brasileiros para a Coréia”, através de passeatas, enterros simbólicos, coleta de assinaturas, comícios relâmpagos, manifestações populares etc., objetivando pressionar a opinião pública brasileira e, sobretudo, o governo para que o Brasil não enviasse nenhum membro das forças armadas para participar do conflito, a primeira intervenção militar liderada pelos EUA na chamada Guerra Fria. As mobilizações do PCB, dentre as quais se destacou a corajosa ação empreendida por Elisa Branco em São Paulo, foram fundamentais para impedir o envio de tropas brasileiras pelo governo. Jayme Ribeiro, Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro/Faculdade de Formação de Professores (UERJ-FFP), neste trabalho, reconstrói a memória acerca do ideário pacifista abraçado pelos comunistas naquele período histórico.

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A cassação do PCB nas páginas da grande imprensa (1945-1948)

O trabalho de Heber Ricardo da Silva trata dos posicionamentos da grande imprensa sobre o processo de democratização nacional, ocorrido a partir do início de 1945, e da cassação do PCB, ocorrida em maio de 1947, e de seus mandatos, em janeiro de 1948, atos que macularam os princípios democráticos defendidos pelas folhas pesquisadas. Objetivou, ainda, historiar as transformações técnicas, organizacionais e profissionais vivenciadas pelo campo jornalístico brasileiro, sobretudo a partir de meados da década de 1940, as quais fizeram parte de um intenso processo de mudanças decorrentes do aprofundamento da concorrência capitalista no país e da influência exercida pelo jornalismo norte-americano. No momento em que a notícia ganhava contornos mais nítidos de mercadoria e a imprensa vivenciava etapas no seu processo de profissionalização, os grandes jornais brasileiros não tiveram escrúpulos para abordar de forma aparentemente contraditória a conjuntura política nacional, ao defender abstratamente valores democráticos e liberais, ao mesmo tempo em que apoiavam a cassação do PCB, à medida em que avançava a Guerra Fria.

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A Revolta Camponesa de Porecatu. Ângelo Priori

Autor do livro “O levante dos posseiros: a revolta camponesa de Porecatu e a ação do Partido Comunista Brasileiro no campo”, Ângelo Priori, Doutor em História pela Unesp e professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá, escreve sobre a luta organizada por camponeses em defesa da posse da terra na região Norte do Estado do Paraná, no final da década de 1940 e início da de 1950. A resistência camponesa tomou corpo a partir da intervenção de militantes e dirigentes do Partido Comunista Brasileiro, que, através de uma ampla rede de solidariedade, conseguiram organizar a luta armada por um período superior a dois anos.

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Contribuição ao debate sobre a participação do PCB nas lutas no campo: Um breve balanço da atuação do PCB junto aos camponeses

Ronílson Barboza de Souza, professor da Universidade de Pernambuco (UPE), mestre em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e militante do PCB, analisa a participação dos comunistas brasileiros nas lutas do campo, ao longo da história do PCB, desde a fundação até o golpe de 1964, esclarecendo, à luz do olhar teórico de clássicos do marxismo, como se deu a relação do Partido com os camponeses no Brasil.

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Breve Histórico do PCB – Parte 4-  A Trajetória Política dos Comunistas Brasileiros:   Do Reformismo na  década de 1980 à Reconstrução Revolucionária

Breve Histórico do PCB – Parte 4- A Trajetória Política dos Comunistas Brasileiros: Do Reformismo na década de 1980 à Reconstrução Revolucionária

O Secretário Nacional de Formação Política do PCB, camarada Ricardo Costa, apresenta o ultimo artigo da série onde trata de forma crítica a trajetória do Partido Comunista Brasileiro.

A quarta e ultima parte mostra a trajetória política dos comunistas brasileiros: do Reformismo na década de 1980 à Reconstrução Revolucionária.

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AS LUTAS OPERÁRIAS NA FRONTEIRA:   A CHACINA DOS QUATRO “AS”   (LIVRAMENTO / RS –1950)

AS LUTAS OPERÁRIAS NA FRONTEIRA: A CHACINA DOS QUATRO “AS” (LIVRAMENTO / RS –1950)

O camarada Oneider Vargas, membro do Comitê Central do PCB, em dissertação de mestrado defendida na Universidade Federal de Santa Maria, analisa as lutas operárias e dos comunistas na cidade de Livramento, no Rio Grande do Sul, a partir de episódio ocorrido em setembro de 1950, quando quatro militantes comunistas – Ari, Abdias, Aladim e Aristides – foram assassinados. O trabalho trata da relação entre a atividade sindical dos grevistas do frigorifico Armour e a chacina destes operários, no contexto da política anticomunista do Presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) e o seu alinhamento com a Doutrina Truman, defendida pelos Estados Unidos.

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Livro traz pesquisa histórica sobre a esquerda nas Forças Armadas

23/07/2014

Agência FAPESP – A influência marxista no Exército brasileiro em determinados momentos históricos, as inspirações revolucionárias da Marinha na década de 1920 e a história do Antimil, organização comunista que atuava nas Forças Armadas, são alguns dos assuntos tratados no livro Militares e militância: uma relação dialeticamente conflituosa, de Paulo Ribeiro da Cunha, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (FFC-Unesp).

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