O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO (Vinícius de Moraes)

O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO

(Vinícius de Moraes)

 

Rio de Janeiro , 1959

E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os

reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:

– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem

quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.

E Jesus, respondendo, disse-lhe:

– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.

Lucas, cap. V, vs. 5-8.

 

Era ele que erguia casas

Onde antes só havia chão.

Como um pássaro sem asas

Ele subia com as casas

Que lhe brotavam da mão.

Mas tudo desconhecia

De sua grande missão:

Não sabia, por exemplo

Que a casa de um homem é um templo

Um templo sem religião

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Programa e os Estatutos da Internacional Comunista (a III Internacional)

A Fundação Dinarco Reis publica o Programa e os Estatutos da Internacional Comunista (a III Internacional), aprovados no seu VI Congresso, realizado entre julho e setembro de 1928, em Moscou. O VI Congresso da IC foi marcado pela inauguração da tática política que denunciava a social-democracia como um “social-fascismo”, rejeitando quaisquer alianças dos comunistas com seus adeptos, o que resultaria, no início dos anos trinta, em uma linha que não vislumbrava diferenças entre a ditadura fascista e a democracia burguesa. Estabelecia-se, também, neste congresso, a “hierarquia das três forças”: à frente da revolução mundial marchava o proletariado da União Soviética, seguido pelo movimento operário dos países capitalistas, sob a direção da Internacional, ambos acompanhados, por fim, de um “exército auxiliar” formado pelas massas trabalhadoras das colônias, em luta contra a exploração imperialista. O anti-imperialismo deveria mobilizar as ações dos comunistas no mundo, no sentido de se oferecer a necessária resistência dos trabalhadores à ameaça representada pela guerra imperialista à pátria do socialismo.

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Numa trincheira da luta ou A queda – Jaime Miranda (Ano de 1953.)

A Fundação Dinarco Reis publica, em primeira mão, texto do camarada Jayme Miranda, dirigente histórico do PCB que, nascido em Maceió, Alagoas, foi assassinado em 1975 pela ditadura, quando fazia parte do Comitê Central do Partido. Trata-se de um manuscrito que seria o primeiro capítulo de um romance que Jayme estava escrevendo em 1953. Nele, descreve a prisão e a tortura que sofreu em 1953, no Recife, com detalhes sobre as condições da prisão e os agentes da repressão, mas enfatizando o seu próprio estado psicológico. A narrativa lembra o livro Memórias do Cárcere de Graciliano Ramos e outros clássicos do gênero. Um aspecto interessante é a intimidade que ele demonstra com a paisagem e as especificidades de Pernambuco, o que expressa o intenso intercâmbio das seções pernambucana e alagoana do partido, que é uma tradição desde as primeiras décadas do século XX, e que remonta mesmo a um intercâmbio do movimento operário anterior à existência do PCB nos dois estados. O texto foi passado ao membro do atual Comitê Central do PCB, Golbery Lessa, por um dos seus netos, que pretende publicá-lo em breve num volume comemorativo.

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O Jornal Voz Operária, do PCB, publicava, na década de 1970, matérias destacando a luta de Angela Davies nos Estados Unidos

O Jornal Voz Operária, do PCB, publicava, na década de 1970, matérias destacando a luta de Angela Davies nos Estados Unidos. Em março de 1971, na reportagem “Continua o Processo-Farsa de Angela Davies”, quando uma campanha internacional de solidariedade exigia a libertação da militante negra comunista, que sofria a perseguição do Estado norte-americano por sua participação nos movimentos em defesa dos direitos dos trabalhadores, das mulheres e dos negros nos EUA. Em maio de 1972, o mesmo jornal publicava entrevista com Angela Davies: “Por que sou comunista”.

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Saudações aos comunistas italianos, franceses e alemães

Escrito em 10 de outubro de 1919 e publicado no mesmo mês, Saudações aos comunistas italianos, franceses e alemães é uma mensagem de Lênin aos revolucionários dos três países acerca da situação russa e, não mais importante, das batalhas travadas por esses revolucionários em seus países, muitas vezes contra o oportunismo de organizações “dos trabalhadores”.

Exemplo? Fiquemos com o autor: “Esta fúria bestial dos capitalistas mundiais e da Rússia encontra-se camuflada, escusado será dizer, em frases que falam do sublime significado de “democracia”! O campo explorador é fiel a si mesmo; retrata a democracia burguesa como sendo a “democracia” em geral. E todos os filisteus e pequeno-burgueses, desde Friedrich Adler, Karl Kautsky, à maioria dos líderes do Independente Partido Social-Democrata da Alemanha (ou seja, independente do proletariado revolucionário, mas dependente dos prejuízos pequeno-burgueses), juntaram-se ao coro.”

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Teses sobre a democracia burguesa e a ditadura do proletariado – 1 Congresso da IC

“O crescimento do movimento revolucionários proletário em todos os países suscita os esforços convulsivos da burguesia e dos agentes que ela possui nas organizações operárias para descobrir os argumentos filosófico-políticos capazes de servir à defesa da dominação dos exploradores. A condenação da ditadura e a defesa da democracia figuram entre esses argumentos. A mentira e a hipocrisia de tal argumentação repetida à saciedade na imprensa capitalista e na conferência da Internacional Amarela de Berna em fevereiro de 1919 são evidentes para todos os que procuram não trair os princípios fundamentais do socialismo”.

Dessa forma Lênin inicia Teses sobre a democracia burguesa e a ditadura do proletariado, que apresentou no congresso de fundação da Terceira Internacional. Confira o a íntegra no prosseguimento.

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Rasga, coração

Oferecemos para você na íntegra, com a possibilidade de download, Rasga Coração – peça escrita por Vianinha em 1972 e que venceu o Concurso de Dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro em 1974, mas logo proibida pela ditadura brasileira. Tornada símbolo contra a censura e a favor da luta dos comunistas, a peça se passa através de saltos narrativos entre presente e passado.

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Aos pobres do campo

“Muitos camponeses ouviram falar provavelmente da agitação operária existente nas cidades. Alguns deles estiveram nas capitais e nas fábricas e tiveram a oportunidade de presenciar os motins, como os chama a polícia. Outros conheceram a alguns dos operários que participaram nos distúrbios e que foram confinados em suas aldeias pelas autoridades. Ao poder de alguns chegaram volantes e folhetos sobre a luta dos operários. Outros, por último, ouviram falar de pessoas com experiência do que estava acontecendo nas cidades.”

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