O Exército e a Revolução

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V.I. Lênin

15 de Novembro de 1905

A revolta de Sebastopol cresce sem cessar. Ela se aproxima do seu desenlace. Os marinheiros e soldados que combatem pela liberdade destituem o seu chefe. A ordem é perfeita. O governo não consegue renovar o seu golpe sujo de Cronstad e provocar pogrons. A esquadra recusa-se a ir ao largo e ameaça a cidade se medidas forem tomadas contra os insurgentes. O tenente Schmidt, destituído pelos seus discursos “sediciosos” sobre a defesa armada das liberdades prometidas no manifesto de 17 de outubro, tomou o comando do Otchakov. Segundo a Rouss, o prazo dado aos marinheiros para render-se expira hoje, dia 15.

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Gramsci sobre a legalidade

imagemPor Antonio Gramsci, em Socialismo e Fascimo. L’Ordine Nuovo 1921-1922, via Capitalismo em desencanto. Imagem via AsymptoticWay.

 

Sem qualquer ilusão na democracia formal, que alguns de seus intérpretes parecem ter, Gramsci critica duramente a esquerda que se permite enganar com as garantias legais do estado burguês. O texto que segue, publicado originalmente sob o título “Legalidade”, é de extrema atualidade para o estudo da teoria marxista do direito e do Estado.

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Escravocratas de ontem e de hoje por Astrojildo Pereira

Ainda jovem iniciou sua militância em organizações operárias de orientação anarquista, tendo sido um dos promotores, em 1913, do II Congresso Operário Brasileiro. Iniciou na imprensa operária sua carreira de jornalista, atividade a que se dedicaria durante a maior parte de sua vida.

Com a vitória da Revolução Russa, em 1917, começou a afastar-se do anarquismo.

Em 1922, participou do congresso de fundação do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), em Niterói (RJ).

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NÃO CHORAMINGAR!

Stálin sobre Lenin

NÃO CHORAMINGAR!

Encontrei Lenin pela segunda vez em 1906, em Estocolmo, no Congresso do nosso Partido. É sabido que nesse Congresso os bolcheviques ficaram em minoria e sofreram uma derrota.Pela primeira vez vi Lenin no papel de vencido. Não se parecia nada a esses chefes que, depois de uma derrota, choramingam e perdem o ânimo. Ao contrário, a derrota fez com que Lenin centuplicasse suas energias, impulsionando seus partidários a novos combates, até a vitória futura.

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Sobre as Medidas de Luta Contra o Fascismo e os Sindicatos Amarelos

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O revolucionário búlgaro Georgi Dimitrov, Secretário Geral da Internacional Comunista entre os anos de 1934 e 1943, deixou para a posteridade o texto “Sobre as medidas de luta contra o fascismo e os sindicatos amarelos”, escrito em 1928 para sua intervenção no IV Congresso da Internacional Sindical Vermelha, realizado em Moscou. Além de apesentar as razões para o surgimento do fenômeno na Europa, aponta as principais característiscas do que ele considerou ser a “última fase do domínio de classe da burguesia”. E finaliza com orientações fundamentais ao movimento operário para o enfrentamento ao fascismo no plano ideológico, político e da organização do movimento sindical. Texto essencial para a atuação dos comunistas na conjuntura atual. Leia mais

Friedrich Engels (1820 – 1895) Um encontro que durou quarenta anos

“Nomes no obelisco”, de D. Valovoi e G. Lapchiná

Há uns vinte anos, dois jovens – Dmitri Valovoi e Guenrieta Lapchiná – ao passearem no Jardim de Alexandre, do Kremlin de Moscovo, ficaram interessados nos nomes gravados na pedra de um obelisco. Não foi nada fácil encontrar informação completa sobre cada pessoa ali referida. Assim, as pesquisas minuciosas converteram-se num trabalho científico profundo, que culminou com a publicação de um livro editado, em 1980, em língua russa e, mais tarde, em inglês. Dmitri Volovoi é doutor em Economia e publicista, colaborador do jornal Pravda. Guenrieta Lapchiná é economista.

Deste livro publicaremos, inicialmente, a biografia de Friedrich Engels.

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Os “formigas de asas” – João Saldanha

Artigo de autoria do João Saldanha (que será homenageado no VII Congresso Nacional da UJC) e que foi originalmente publicado no jornal Classe Operária, em dezembro de 1948.

Os “Formigas de asas”

“Formigas de asa” são esses milhares de pequenos clubes, também chamados independentes, que aparecem e desaparecem dum dia para o outro.

São clubes fundados nos cafés, nos locais de trabalho e nas esquinas dos bairros e subúrbios ai pelo Brasil afora. A razão disto, é que tais dificuldades

encontradas por estas pequenas agremiações muito poucas são as que conseguem se manter, e assim  mesmo raramente por mais de um ano.

Mas a causa principal, a fundamental, é a falta de campos ou praças de esportes, mesmo aquelas mais precárias que não passam de um terreno e duas balizas,

onde os “cracks” das “peladas” possam exibir suas qualidades.

Para que se tenha uma idéia do que representa êste problema, vamos narrar um fato verídico que se passou há pouco mais de um ano na Capital da República:

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