Crise socio-sanitária no Brasil e a importância do SUS

A Fundação Dinarco Reis anuncia, para o dia 06 de abril, às 19:00, uma roda de conversa com trabalhadores da área da saúde coletiva para análise sobre a conjuntura de crise social e sanitária vivenciada no país, o enfrentamento da pandemia e a importância do Sistema Único de Saúde para o povo brasileiro. Neste momento em que vivemos o maior colapso sanitário e hospitalar da história do país, em que 27 unidades federativas, 24 estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS iguais ou superiores a 80%; em que a taxa de imunização do Brasil segue ínfima; e medidas de lockdown não são tomadas pelas classes dominantes, é urgente o debate, organização e ação da classe trabalhadora para a garantia da vida.
Além do dramático aumento do número de infectados e mortos no país, continua em curso o sucateamento do SUS, a insuficiência de insumos, medicamentos e equipamentos para atender a população neste grave momento de pandemia, e, avançam, ainda, medidas do governo Bolsonaro e Mourão de intensificação da precarização do trabalho em todos os setores, ameaças à ciência, ataques à soberania nacional e à seguridade social.
É necessário enfatizar que a defesa da vida da classe trabalhadora no momento de avanço do novo coronavírus no país está articulada com o fortalecimento do SUS público, universal e de qualidade, com a garantia da imunização em massa, da efetivação do lockdown e da manutenção de condições econômicas para que a população realize o isolamento social.
Para este debate urgente contaremos com a presença de Rivaldo Venâncio, médico infectologista, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz onde é coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência. Também estarão presentes Mayara Secco, médica, residente no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e militante da Unidade Classista; e a medica e professora Ana Karen de Oliveira Souza, da Universidade Estadual de Feira de Santana, militante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro. A mediação da roda contará com Mariana Nogueira, enfermeira, professora e pesquisadora da Fiocruz, militante da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde e do PCB.