O negro no mundo (intelectual) do branco

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Imagem a partir de arte de Emory Douglas para o Patrido dos Panteras Negras.

 

 

Breve nota sociológica.

O intelectual negro tende a sentir um profundo isolamento nos ambientes universitários e nos espaços intelectualizados porque não se reconhece nos seus pares, nos temas de pesquisa disponíveis nem na simbologia desses locais. É como se a dinâmica em funcionamento gritasse todos os dias que “este não é o seu lugar”.

Por Jones Manoel

Blog da Boitempo

“Eles querem que alguém
Que vem de onde nós vem
Seja mais humilde, baixe a cabeça
Nunca revide, finja que esqueceu a coisa toda
Eu quero é que eles se foda!”
– EMICIDA, “MANDUME”

Quando o assunto é racismo, é uma tendência de muito apelo midiático e político tratar da dimensão de inferiorização simbólica, estética e cultural do/a negro/a e da cultura afro e afro-brasileira. Muitas vezes (quiçá na maioria delas) o complexo integrado à dominação e exploração político-econômico-ideológica compreendido como racismo é reduzido a esse determinante do fenômeno, como se o combate à cultura racista a partir do “empoderamento do negro” fosse suficiente ou central no enfrentamento ao racismo. Na realidade, essa compreensão culturalista do racismo e do seu enfrentamento, secundarizando ou ignorando as relações de produção e as estruturas de poder, constitui um dos grandes problemas e fragilidades do combate antirracista na atualidade na medida em que reduz o potencial revolucionário da luta e tende a torná-la mais fácil de ser assimilada pela ordem dominante.

 

 

De toda forma, a compreensão dos limites do culturalismo (enquanto entendimento teórico e prático de ação) não deve fazer ninguém menosprezar o papel que cumpre a ideologia na reprodução do complexo integrado à dominação e à exploração chamado de racismo. Se olharmos de um ponto de vista formal e sem concretude histórica, podemos argumentar que todo sistema de dominação – seja ele de casta, classe, raça, gênero, nacionalidade ou de qualquer outra categoria – tem como pressuposto criar uma cultura onde o dominante é apresentado como superior, belo, inteligente, merecedor de sua posição social e o único capacitado para exercer o seu lugar social, ao passo que o dominado aparece como antítese de tudo isso.

Quando abordamos especificamente o racismo no Brasil, percebemos que esses elementos de inferiorização simbólica e cultural do negro e de qualquer coisa associada a ele se fazem presentes com uma força incrível. No país do mito da democracia racial é bastante difícil perceber o nível do apartheid étnico-racial-classista que separa brancos e negros no Brasil em todos os espaços e ambientes da sociedade burguesa.

Dito isso, o objetivo deste pequeno escrito é fazer apontamentos sociológicos sobre a existência do intelectual negro em espaços socialmente construídos para brancos das camadas médias e da classe dominante. Digo apontamentos pois não me proponho a fazer uma reflexão mais sistemática que incorpore referências bibliográficas, dados, pesquisas existentes etc. Estas linhas têm como fundamento, basicamente, a minha experiência como negro e militante com perfil de propagandista (propagandista no sentido leninista do termo) e intelectual, refletindo as experiências cotidianas a partir do arsenal teórico que, acredito, está sob meu domínio.

A imagem do intelectual brasileiro: formação histórica e subjetivação
A partir da segunda metade do século XIX, setores da classe dominante brasileira compreenderam que o fim da escravidão era uma questão de tempo – tendência em curso no mundo dada a pressão da Inglaterra capitalista e das lutas de resistência dos negros e negras escravizados –, e prepararam a criação de um proletariado branco por meio da política imigração. O processo de transição ao capitalismo iniciado com a independência nacional, a abolição e primeira constituição republicana e consolidado com a Revolução de 1930 relegou à população negra o papel de exército industrial de reserva, ou população sobrante. Grande parte do povo negro teve que se virar por meio de estratégias alternativas de sobrevivência fora do mercado formal ou, quando no mercado de trabalho capitalista, assumindo as funções mais degradantes, socialmente inferiorizadas e precárias.

O caso típico desse processo é a função primordial da mulher negra no Brasil em desenvolvimento capitalista das primeiras décadas do século XX. Essa mulher negra tinha como uma das principais funções empregatícias o papel de empregada doméstica, passadeira, cozinheira e babá, desempenhando, basicamente, as mesmas funções que as escravas domésticas na época da escravidão – conservando, inclusive, vários elementos daquele sistema, como os castigos físicos, os abusos sexuais onipresentes realizados pelo patrão e a arquitetura do “quartinho da empregada”. Nesse sentido, no desenvolvimento capitalista brasileiro, o processo de ampliação da camada média e de uma burocracia estatal e privada excluiu, no geral, a população negra, criando um quadro de estagnação da mobilidade social: a população negra, no Brasil, pertence quase que exclusivamente aos setores proletários, não existindo uma classe média ou burguesia negra muito expressiva em nosso país.

Essa dinâmica do capitalismo dependente criou um processo cultural de subjetivação no qual o negro nunca é visto no papel de advogado, médico, juiz, engenheiro, professor universitário ou burocrata de remuneração mais elevada, por exemplo. O negro sempre foi pedreiro, lixeiro, porteiro, mendigo, lavador de carros, segurança e por aí vai. Essa estratificação étnico-racial na divisão social do trabalho reproduz uma série de espaços sociais com seus respectivos imaginários, onde nunca o negro será encaixado. Um desses espaços é, sem dúvida, a universidade e, com ela, um conjunto de relações associadas ao papel de intelectual.

A imagem típica do intelectual não é a de um negro. Quando imaginamos alguém “inteligente”, um grande professor, um pensador de renome, o estereótipo básico é de um homem branco (de classe média ou oriundo da burguesia), “bem vestido”, acima dos quarenta anos e com ares aristocráticos. Não deixa de ser expressivo que, segundo a versão mais aceita na história do pensamento social brasileiro, os pais fundadores da nossa moderna compreensão do Brasil são Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr. Guardadas todas as diferenças políticas e ideológicas entre eles, os três têm em comum o fato de serem homens brancos de origens aristocráticas.

Assim, o conjunto de relações sociais nas quais um intelectual está envolvido pressupõe, como parte indissociável, uma subjetividade e um imaginário branco dos sujeitos participantes desses espaços. O branco é o professor, o pesquisador e o membro da burocracia universitária de maior nível – diretores, pró-reitores, reitores etc. – e o negro pertence ao corpo de trabalhadores da manutenção, limpeza, segurança e da baixa burocracia.

Dois exemplos da minha trajetória pessoal
Dou dois exemplos expressivos para tratar dessa gestão. Até meus dezessete anos de idade, meu “sonho profissional” era em primeiro lugar arrumar um emprego com “carteira assinada” (comecei a trabalhar com quatorze anos vendendo jornal no sinal) e conseguir ser porteiro em um prédio – para mim, era um trabalho tranquilo porque “não carregava peso” e recebia “bem”. Nunca me passou pela cabeça fazer um curso superior; não fazia ideia de quantas faculdades públicas existiam em Pernambuco, o que era o vestibular (sabia apenas que “era uma prova difícil”), como entrar na universidade, as opções de curso ou o sentido social de ter curso superior.

A partir de uma reviravolta que não vale a pena detalhar aqui (a história é longa), acabei prestando o vestibular com vinte anos de idade e consegui passar. Eu e meus amigos (Júlio e Filipe) fomos os primeiros da Favela da Borborema (lugar onde eu nasci e cresci) a entrar em universidades federais. Pois bem, depois dessa aprovação eu e Júlio abrimos um pré-vestibular na comunidade, chamado “Novo Caminho”, para ajudar os jovens da nossa favela a também entrar na universidade pública. Passávamos de porta em porta convidando outros jovens a participarem e logo percebemos um fato interessante: na maior parte do tempo falávamos menos do projeto em si do cursinho popular, do que explicando de fato o que afinal era a universidade, como se fazia para entrar nela, que não era pago, que não era impossível passar no vestibular, que fazer faculdade era importante etc (o projeto foi mantido por dois anos e, por conta dele, vários jovens da nossa comunidade conseguiram também chegar ao ensino superior).

O segundo exemplo é que, quando cheguei na universidade, percebi logo no primeiro ano duas coisas importantes: primeiro, a imensa maioria do corpo docente era branco (só tive um professor negro em toda minha graduação e nenhum no meu mestrado) e, segundo, estavam excluídos do conjunto de reflexões e estudos da sala de aula os meus problemas cotidianos – violência policial, extermínio da juventude negra, ausência de saneamento básico, precariedade dos serviços públicos, gravidez na adolescência, a cultura das periferias, abandono paterno etc. etc. etc.

Na condição de estudante universitário e, posteriormente, militante de uma organização política (a União da Juventude Comunista – UJC), comecei a exercitar uma habilidade que desde cedo se manifestou, a saber: a capacidade de me comunicar facilmente. Percebi que gostava de falar em público e que, aparentemente, falava bem. Em 2013 tive a oportunidade de apresentar minha primeira conferência em um seminário sobre a Escola de Frankfurt. Meu tema foi a teoria do fascismo na obra de Theodor W. Adorno. Depois da minha apresentação, várias pessoas vieram me cumprimentar e parabenizar pela mesa e uma das palavras que mais ouvi foi “surpresa”.

A maioria das pessoas começava os elogios dizendo: “nossa, fiquei surpreso com a…” e se seguia. Na época pensei que isso era derivado da minha juventude (23 anos) e talvez do meu perfil físico e jeito de vestir (bem longe do estereótipo de intelectual). De 2013 em diante, seja em espaços acadêmicos ou na militância política, tornou-se algo comum participar de mesas, conferências, espaços de formação política e falas em espaços públicos. Quando existia uma concordância entre o ouvinte e as ideias que estava expondo, quase sempre o elogio vinha acompanhando de alguma palavra que denotava surpresa sobre o quão boa havia sido a palestra ou a formação política. Já quando havia discordância, a maioria das críticas e questionamentos incidia não nos meus argumentos, dados e fundamentação teórica, mas na capacidade em si de eu saber do tema que havia escolhido abordar. Em suma, um questionamento acerca da minha capacidade de ser um vetor de propagação do conhecimento (tipo quando hoje tentam me desqualificar usando termos como “youtuber” ou “blogueiro”).

Demorou um certo tempo, mas eventualmente percebi que nada daquilo tinha a ver com a minha idade ou aparência física. A razão é bem mais complexa que isso. Como dito acima, a configuração do apartheid étnico-racial-classista no Brasil forjou um ambiente universitário, e de maneira mais lata um “campo intelectual”, totalmente branco. A dinâmica desses espaços subjetiva e cria imaginários interpelando todos os sujeitos nele presentes com um certo tipo de normalidade. A normalidade é a não existência de intelectuais negros nesses espaços; a presença de negros e negras representa uma quebra do normal e do padrão instituído. Como consequência, enquanto reação principalmente do campo do inconsciente, o sujeito confrontado com esse desvio de padrão assume como média as duas posturas binárias descritas acima: demonstra surpresa pela capacidade nunca esperada do intelectual negro ou, incapaz de aceitar essa figura social, centra o questionamento na sua capacidade de ser intelectual.

O intelectual negro em ambiente universitário e espaços intelectualizados tende a sofrer um profundo sentimento de isolamento e solidão porque não se reconhece nos seus pares, nos temas de pesquisa disponíveis nem na simbologia desses locais. Mesmo quando o sujeito não é militante e não tem qualquer nível de debate crítico, ele inevitavelmente sente isso como um mal-estar difuso. É como se a dinâmica em funcionamento gritasse todos os dias que “este não é o seu lugar”.

Duas posturas, duas reações
Esse conjunto de relações estruturantes da vida do intelectual (ou aspirante a intelectual) negro tende a forjar duas reações-padrão com desdobramentos diferentes. A primeira é o processo de expulsão gradual da universidade e desistência de seguir qualquer carreira como intelectual. Quando terminam o curso, tendem a se afastar da universidade e de seus circuitos correlatos e a seguir suas vidas profissionais, muitas vezes não exercendo o ofício para o qual se formaram (fenômeno, evidentemente, composto de uma série de outras relações sociais). Em pessoas com militância política esse sentimento normalmente é expresso como um puro e simples repúdio ao caráter elitista, aristocrático e autocentrado da universidade e dos espaços intelectualizados, sendo pouco ponderada a dose de sofrimento psíquico que estar nesse espaço causava ao sujeito.

A segunda postura assume a forma de uma resistência “ativa” – ainda que por vezes não racionalizada –, optando-se por seguir a carreira como intelectual ou acadêmico. Essa via se desdobra em outros dois padrões básicos de comportamento. No primeiro, o intelectual negro busca assumir uma postura recatada, discreta. Ele evita se colocar em posições de destaque, se envolver em grandes disputas e assumir protagonismo nos espaços nos quais está inserido. Apresenta um tipo de “humildade” que o faz nunca exaltar seus méritos e ações, como se evitasse reduzir o grau de hostilidade dos espaços em que está inserido. A segunda tendência é assumir uma postura agressiva de extrema autoconfiança e busca de protagonismo em todas as ações. O intelectual negro desse tipo parece sempre estar afrontando tudo e todos, debochando do que está estabelecido e exibindo sempre uma postura altiva; via de regra, essas características se misturam com “arrogância” e ácida ironia.

Esses dois padrões básicos de comportamento, embora díspares na aparência, mantêm em comum uma sensação de insegurança constante. O intelectual negro nesse mundo branco, em seu não-lugar, se sente o tempo todo testado, pressionado, posto em xeque. A postura de recato ou a da afronta são formas diferentes de tentar manejar essa insegurança em ambiente sempre hostil. As consequências dessas relações, na produção do intelectual, podem variar entre, de um polo, criar uma caricatura de si mesmo quando se busca criticar tudo e todos antes de ter assumido plenamente a capacidade intelectual para tanto, ou, no outro polo, acabar se conformando a um lugar secundário, ou pior, por nunca ousar em sua produção.

O primeiro tipo de reação (e que mais me interessa aqui) é diariamente reforçado ao perceber que os “formadores de opinião” e “especialistas” da mídia (incluindo TV, portais de internet, programas de entrevista, grandes jornais etc.) também são essencialmente brancos. E que mesmo quando um negro é convidado a qualquer desses espaços, essa participação normalmente vem condicionada à perspectiva monotemática: negro fala de racismo. Aliás, nada mais reforçador de todos os estereótipos e imaginários construídos pelo racismo que só termos negros e negras convidados para palestras, conferências e formações em datas como o aniversário da abolição da escravidão e o dia da consciência negra, ou para discutir exclusivamente temas relacionados à questão racial – é uma espécie de “heresia” permitida pela ordem.

Todas as dificuldades próprias de ser um intelectual no Brasil (extrema dependência da universidade que, hoje, é uma ótima instituição para formar acadêmicos, mas muito ruim para formar intelectuais; pobreza do mercado editorial brasileiro, baixa valorização do trabalho intelectual nos partidos, sindicatos e movimentos populares; força do colonialismo cultural, irracionalismo e neoconservadorismo etc.) são ampliadas e potencializadas quando se trata do ser negro. Objetiva e subjetivamente esse efetivamente “não é o nosso lugar”.

Quebrando estruturas: o intelectual negro e a revolução brasileira
Para concluir, finalizo minha reflexão com uma questão importante. A quebra dessa forma de ser da universidade e dos espaços intelectualizados no Brasil não acontece desligada de um processo político revolucionário de transformação do país, da educação e da universidade. Políticas públicas como cotas criam, no máximo, um maior tensionamento nas estruturas estabelecidas. Embora esse tensionamento seja importante, ele atua como uma espécie de modernização sem mudança: a universidade e o “campo intelectual” mudam para que tudo continue na mesma.

Essa compreensão, contudo, não deve servir de desculpa para deixar para um longínquo amanhã a construção desde já de novas práticas sociais. Nos partidos políticos, nos movimentos populares e nos sindicatos trabalhistas, por exemplo, percebe-se como é raro termos lideranças políticas e intelectuais negros e negras. Percebe-se como nesses espaços a questão racial e o racismo são sempre abordados como temas à parte, quase entificados: rendem discussões temáticas específicas, mas nunca são tematizadas como determinantes genéticos e estruturadores do capitalismo brasileiro e de todas as expressões da questão social. Nesse sentido, vale também mencionar a tendência a se valorizar a figura do/a intelectual negro/a apenas em efemérides comemorativas. Um esforço para, nos espaços de militância, mudar desde já essas práticas é necessário, indispensável e deve estar conectado com o projeto de uma revolução socialista que construa a universidade e a educação populares.

É evidentemente impossível que essa mudança ocorra enquanto a questão racial for considerada algo identitário e menor, ou afirmando-se uma centralidade abstrata de classe, descolada das condições concretas de formação, história, vida e existência do povo trabalhador. Recentemente, uma professora integrante de uma tendência do PSOL afirmou em uma live na internet, entre xingamentos e outras cobras e lagartos (como me chamar de youtuber para negar a condição de intelectual ou interlocutor sério), que é ser identitário defender que a questão racial tem centralidade na luta de classes no Brasil. Ao que parece, vivemos na Noruega e eu não fui informado.

Quanto ao segundo tipo de reação assinalado acima (este mais ligado ao ambiente da academia e dos espaços intelectualizados para além da universidade), embora tenha impressões sobre como criar novas práticas para combater as estruturas postas, quero deixar para desenvolver melhor em outro escrito.

Os Racionais MCs dizem na música “A vida é desafio” que “por você ser preto tem que ser duas vezes melhor”. Mas “como fazer duas vezes melhor, se você tá pelo menos cem vezes atrasado pela escravidão, pela história, pelo preconceito, pelos traumas, pelas psicoses… por tudo que aconteceu? Duas vezes melhor como?”. Essa reflexão é totalmente justa para pensar a situação dos negros que se aventuram a cumprir a função político-social de ser um intelectual. Os traumas, as psicoses, o preconceito, o mundo branco atuam todos os dias para nos derrubar.

Essa tentativa de derrubada pode assumir muitas formas – como, por exemplo, nunca fazer uma crítica séria ao interlocutor e simplesmente tachá-lo de alguma coisa, buscando, assim, forjar uma barreira moral e um estigma com forma quase de vírus contagioso.

Para fechar, diria que se às vezes parece que estamos sempre armados, na defensiva, é porque nossa vida é uma guerra. E na guerra morre quem não atira. E, como falaram os Racionais MCs, eu não tenho dom para vítima.

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Jones Manoel é pernambucano, filho da Dona Elza e comunista de carteirinha. Começou sua militância na favela onde nasceu e cresceu, a comunidade da Borborema, construindo um cursinho popular, o Novo Caminho, junto com seu amigo Julio Santos (ele, Julio e outro amigo, Felipe Bezerra, foram os primeiros jovens da história de Borborema a entrar em uma universidade pública). Depois de dois anos com o cursinho popular, passou a militar no movimento estudantil em paralelo ao seu curso de história na UFPE. Pouco tempo depois, ingressou nas fileiras da UJC (a juventude do PCB). Ativo no movimento estudantil até 2016, hoje atua no movimento sindical e na área da educação popular. Mestre em serviço social, atualmente é professor de história, mantém um canal no YouTube e participa do podcast Revolushow. Segue militante do PCB. Escreve para o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

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